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Detento faz denúncias de condições precárias na penitenciária de Caruaru

Em entrevista à Rádio Jornal, o secretário de Direitos Humanos explicou o que já está sendo feito para reverter a situação pós-motim

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Publicado em 28/07/2016 às 17:12
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Superlotação é um dos problemas que a penitenciária enfrenta
Foto: Cortesia


Um detento da penitenciária Juiz Plácido de Souza, em Caruaru, fez denúncias por telefone do que estaria acontecendo na unidade prisional. Segundo ele, falta alimentação, roupas, colchões e até água. O reeducando afirma que, apesar de recentes revistas, ainda existem várias armas na penitenciária.

Em entrevista à Rádio Jornal, o secretário-executivo de Direitos Humanos, Pedro Eurico, afirma que, nesta quinta-feira (28), foram levados 500 colchões, lençóis, mantas e travesseiros para Caruaru. Dois caminhões de alimentos estão abastecendo a unidade. De acordo com o secretário, a maior dificuldade é que muita coisa foi estragada durante os motins. Seis caçambas de lixo já foram retiradas e ainda nesta semana deve começar a reforma das partes atingidas.

No último sábado (23), seis detentos foram mortos em uma rebelião. Nessa segunda (25), outro motim terminou com 19 feridos. A penitenciária era um exemplo no meio da confusão do sistema penitenciário de Pernambuco e passou por décadas sem apresentar graves problemas. Na coluna A Cidade e o Cidadão, as jornalistas Graça Araújo e Ciara Carvalho conversaram com o historiador Flávio Albuquerque que estuda a penitenciária de Caruaru. Ele explica que a superlotação e mudanças na gestão são algumas das causas dos problemas na penitenciária.

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