CRISE PRISIONAL

Penitenciária de Caruaru receberá um mutirão de atendimento jurídico

Um reeducando denunciou à Rádio Jornal, nesta quinta-feira, que o clima na Penitenciária de Caruaru é tenso e que falta comida, água e colchões

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Publicado em 29/07/2016 às 7:12
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Foto: Internet


Uma semana depois da rebelião sangrenta com reeducandos decapitados, a Penitenciária de Caruaru receberá um mutirão de atendimento jurídico. A partir da próxima segunda-feira começa a revisão de processos dos mais de mil internos da unidade prisional.

Nos últimos dias, a vara de execuções penais do município emitiu certificados de progressão de regime e de liberdade provisória. A lentidão da justiça foi um dos itens reivindicados pelos presos nos tumultos do sábado (23) e segunda-feira (25).

A Penitenciária Juiz Plácido de Souza passa por uma faxina geral com retirada de lixo e reparo nos espaços danificados.

A lista com os nomes dos seis mortos ainda não foi divulgada, embora alguns deles já foram identificados. Os familiares dos internos continuam reclamando da falta de informações precisas da situação real atrás das grades.

Por meio de um celular, um reeducando denunciou à Rádio Jornal Caruaru que o clima na penitenciária é muito tenso. Ele denuncia que estão sem comida há quatro dias e também não têm colchão.

Na manhã desta sexta-feira (29), o Conselho Penitenciário se reúne no Recife para discutir o caos na unidade de Caruaru.

O Secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, rebateu as denúncias do reeducando. Ele diz que as refeições estão sendo oferecidas sem interrupção.

O secretário afirmou também que após a transferência de um chaveiro acusado de maus tratos, outros grupos queriam assumir o controle “na marra”.

Pedro Eurico afirma que o Estado tem trabalhado e muito para por a casa, a Penitenciária Juiz Plácido de Souza, em ordem:

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