ENTREVISTA

Ministro da Saúde espera colocar Hemobrás para funcionar em dois anos

A Hemobrás foi alvo de investigação da Operação Pulso, da Polícia Federal, em dezembro de 2015. Atualmente, apenas a parte administrativa está funcionando

Rádio Jornal
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Publicado em 02/08/2016 às 7:12
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Foto: Agência Brasil

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, concedeu entrevista à Rádio Jornal, nesta terça-feira (2). Ele disse que espera colocar a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia em Pernambuco (Hemobrás) para funcionar em dois anos.

A Hemobrás foi alvo de investigação da Operação Pulso, da Polícia Federal, em dezembro de 2015, para reprimir desvio de recursos públicos na empresa. Dois diretores foram afastados. O Conselho se reúne nesta terça-feira, em Pernambuco, para tomar as deliberações importantes sobre o andamento da empresa. Atualmente, apenas a parte administrativa está funcionando.

"Estamos retirando da Hemobrás a delegação para a exclusividade na manipulação de sangue e traremos de volta para o Ministério. Nosso objetivo é concluir o processo de tecnologia e espero que possamos consolidar isso em dois anos", afirmou o ministro.

Ministro da Saúde comentou ainda as deliberações do programa Mais Médicos que acaba de completar 3 anos e renovou contrato com profissionais, que agora ficarão por pelo menos mais três anos no Brasil.

Sobre a questão de disponibilizar planos de saúde a preços acessíveis, o ministro disse que eles já existem, mas apenas ambulatoriais, enquanto outros planos com internação têm uma exigência mínima, considerada por ele como muito alta. "Estou estudando se pode haver redução da exigência mínima desses planos, mesmo os planos sendo de livre proposição das empresas e de livre adesão da população", disse.

Perguntado por Geraldo Freire sobre aparelhamento do PT no Ministério da Saúde, Ricardo Barros admitiu que de fato esse aparelhamento existe. "Sem dúvida existe muita ideologia, existe uma visão que não é a da gestão, mas estamos implantando o nosso ritmo, estamos desaparelhando a máquina e extinguimos cargos que não farão falta nenhuma", declarou.

O ministro falou ainda a respeito do custo dos medicamentos e do teto de gastos com a saúde.

Confira a entrevista completa:

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