VOTAÇÃO

Governistas deixam cassação de Cunha para depois do impeachment

Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, diz que votação do parecer que pede cassação de Cunha será próximo das eleições

Rádio Jornal
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Publicado em 10/08/2016 às 16:26
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Foto: Agência Brasil

A votação da madrugada desta quarta-feira (10) no Senado Federal vitaminou a base aliada de Michel Temer e agora, segundo disse um importante interlocutor Palácio do Planalto, eles estão “podendo”.

Tanto podem, que marcaram a data do julgamento do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, somente para depois da análise final do parecer que pede a cassação do mandato de Dilma Rousseff e que ainda nem tem data.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou que o mais importante é que a câmara continue votando projetos relativos a política econômica, que trate do endividamento dos Estados e essa questão, da votação do parecer que pede a cassação do mandato de Eduardo Cunha, pode ficar para mais próximo das eleições.

Segundo os cálculos de Rodrigo Maia, os parlamentares vão ficar mais pressionados quando forem pedir votos nas cidades nas bases políticos e ficarão constrangidos em votar contra ou a favor das eleições.

Já o deputado Alessandro Molon, líder do partido Rede, acredita que esse argumento de Maia é balela. Se Rodrigo Maia quisesse mesmo votar esse processo votaria hoje, já que tem quórum suficiente, porque boa parte dos parlamentares ficou na casa para votar o projeto que trata do endividamento dos Estados.

São 513 deputados federais (512 atualmente, já que Cunha está afastado), 477 haviam assinado presença nesta quarta-feira.

Confira os detalhes na reportagem de Romoaldo de Souza:

O presidente da câmara já antecipou que não haverá votação na próxima semana.

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