ADIADO

Família de metalúrgico morto em 2012 mantém esperança por justiça

Rafael Barbosa teve a moto atingida pelo carro do PM Walbert de Oliveira. Uma terceira pessoa assumiu a culpa. Justiça não definiu data para julgamento

Rádio Jornal
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Publicado em 23/08/2016 às 6:01
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Rafael seguia para Suape, onde trabalhava, quando teve a moto atingida. Família anseia por justiça. Foto: reprodução/TV Jornal


O metalúrgico Rafael José Alves Barbosa tinha 22 anos quando morreu em um acidente na Avenida Recife. Em 15 de novembro de 2012, a moto que dirigia foi atingida pelo carro do policial militar Walbert Antônio de Oliveira.

Com auxílio das câmeras de monitoramento da CTTU, a polícia apurou que o pálio avançou o sinal vermelho. Walbert de Oliveira foi preso em flagrante, mas negou estar dirigindo o carro no momento do acidente.

Carro do PM ficou parcialmente destruído com a colisão. Motorista avançou o sinal. Foto: reprodução/TV Jornal


O amigo do PM, Ednaldo Roberto de Melo Júnior, de 28 anos, assumiu a culpa em depoimento. A família de Rafael Barbosa, no entanto, afirma que Ednaldo não teve relação com o caso e que o culpado é sim Walbert. Veja, no vídeo abaixo, como o caso foi noticiado na época:

O caso seria julgado nessa segunda-feira (22) na 4ª Vara do Júri do Recife, no Fórum Thomaz de Aquino, mas não aconteceu. Como o soldado recorreu da pronúncia e o recurso ainda não foi analisado, o juiz resolveu adiar a sessão.

O julgamento do recurso de Walbert Oliveira ainda não tem data marcada. O juiz Abner Apolinário da Silva explica que a medida em nada representa impunidade ou benefício aos acusados. “Ambos foram acusados e um deles recorreu. A Promotoria de Justiça pediu que só depois que o tribunal julgar esse recurso, aconteça o júri”, disse. “Se o tribunal mantiver minha decisão de levá-lo a júri, será melhor levar os dois juntos”, finaliza.

ESPERANÇA POR JUSTIÇA

A família do metalúrgico atropelado não critica a justiça pela suspensão do julgamento de Ednaldo Roberto de Melo Júnior. A avó de Rafael, Norma Henriques Borborema, afirma que a justiça será feita, demore o tempo que for. “Se o julgamento fosse hoje, seria julgado o Ednaldo, que não tem nada a ver”, disse. “A justiça com certeza será feita e quem vai para o banco dos réus é o Walbert”, completa.

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