LAVA JATO

Lula é indiciado pela Polícia Federal em investigação de tríplex

O ex-presidente Lula foi indiciado por corrupção, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Este é o primeiro indiciamento formal contra ele na Lava Jato

Rádio Jornal
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Publicado em 26/08/2016 às 14:05
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Foto: Agência Brasil

O ex-presidente Lula foi indiciado pela Polícia Federal pelos crimes de corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro no inquérito que investiga o tríplex do Condomínio Solaris, no litoral paulista.

A ex-primeira-dama, Marisa Letícia, o ex-presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, o dono da construtora OAS, Léo Pinheiro, e Paulo Gordilho, engenheiro que trabalhou na obra do tríplex também foram indiciados.

Confira os detalhes no flash de Romoaldo de Souza:

O advogado do ex-presidente Lula disse que assim que a notificação chegar ao Instituto Lula será emitida uma nota. Outros detalhes devem ser apresentados na tarde desta sexta-feira (26).

A conclusão do delegado Márcio Adriano Anselmo é de que o casal “foi beneficiário de vantagens ilícitas, por parte da OAS, em valores que alcançaram R$ 2,4 milhões referentes às obras de reforma no apartamento 164-A do Edifício Solaris, bem como no custeio de armazenamento de bens do casal”.

A apuração do inquérito teve como ponto central reforma realizada no tríplex, construído pela Bancoop (Cooperativa Habitacional do Sindicato dos Bancários), que teve como presidente o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto – preso desde abril de 2015. O imóvel foi adquirido pela OAS e recebeu benfeitorias da empreiteira, acusada de corrupção na Petrobras. Segundo a investigação, o ex-presidente seria o verdadeiro dono do imóvel. A defesa do petista nega e diz que a família tinha uma cota-parte em outra unidade do empreendimento e desistiu de comprar o tríplex sob suspeita.

PRIMEIRO INDICIAMENTO

É o primeiro indiciamento formal contra Lula nas apurações da Lava Jato em Curitiba. A conclusão do inquérito da PF, com o indiciamento dos investigados, antecede o passo de denúncia criminal a ser apresentada pelo Ministério Público Federal ao juiz federal Sérgio Moro, que conduz os processos do caso em primeira instância. Os procuradores pediram 90 dias para oferecer denúncia no caso.

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