JULGAMENTO

Impeachment: Dilma dedica parte das críticas dela a Eduardo Cunha

Nesta segunda-feira, Dilma Rousseff é questionada pelo senadores durante julgamento do impeachment

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Publicado em 29/08/2016 às 17:30
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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski ,concedeu mais uma pausa no julgamento da presidente afastada Dilma Rousseff. Nesta segunda-feira (29), os senadores estão ouvindo a defesa de Dilma e questionando a presidente sobre o processo. O julgamento será retomado às 19h e deve se estender até às 23h, segundo Lewandowski.

Os pronunciamentos que Dilma Rousseff fez nesta segunda, podem ser divididos em dois momentos. O primeiro momento em que ela leu um texto preparado por vários assessores, apelou para parte emotiva.

Dilma disse que está sendo vítima de um golpe, afirmou que a vida inteira lutou pela democracia e que durante a ditadura foi torturada, mas que mesmo assim resistiu. Ela acrescentou que está participando do processo de impeachment e não vai renunciar, pois veio para lutar em favor dos menos favorecidos. Ela ainda falou do período em que enfrentou um câncer.

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A segunda parte foi quando Dilma respondeu aos questionamentos dos senadores. Dilma foi questionada por Ronaldo Caiado, líder do DEM, por que o governo brasileiro investiu no Porto de Mariel, em Cuba. Para Dilma, o Brasil precisava dar mais condições ao povo cubano. “Na minha campanha era considerado criminosa que o Brasil tivesse financiado o Porto de Mariel. O presidente Obama tem no registro do seu mandato um grande feito: restabelecer as relações comerciais com Cuba, acabar com todo o processo de isolamento de Cuba. Porque essa é a melhor forma para ajudar a sociedade cubana”, disse a presidente afastada.

A maioria dos deputados a favor de Dilma e contrários ao impeachment se refere ao processo de impeachment como “golpe”.

Confira os detalhes na reportagem de Romoaldo de Souza:

O presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves, disse que voto não é salvo-conduto e que a presidente Dilma Rousseff precisa respeitar a vontade da maioria do parlamento brasileiro.

Dilma se comparou a uma árvore e disse que o impeachment é como se fosse um fugo que está corroendo o processo democrático brasileiro.

A presidente afastada dedicou boa parte das críticas dela ao ex-presidente da Câmara dos Deputados. Dilma citou Eduardo Cunha, pelo menos, doze vezes até o momento.

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