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Operação Turbulência: Polícia conclui inquérito sobre morte de Morato

Empresário Paulo César Morato era investigado na Operação Turbulência e foi encontrado morto envenenado com chumbinho em um motel em Olinda

Rádio Jornal
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Publicado em 29/08/2016 às 16:51
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Paulo César Morato foi encontrado morto no motel Ti Ti Ti
Foto: Acervo JC Imagem


Após dois meses de investigações, a Polícia Civil de Pernambuco concluiu as investigações sobre a morte do empresário Paulo César Morato, foragido da Polícia Federal na Operação Turbulência. Os detalhes do inquérito serão apresentados pela Secretaria de Defesa Social (SDS) em coletiva à imprensa nos próximos dias. A informação foi divulgada pelo blog Ronda JC, na tarde desta segunda-feira (29).

Segundo fontes da SDS, ouvidas pelo blog, os investigadores concluíram que Morato cometeu suicídio, porque estaria atormentado pelo envolvimento nos crimes de lavagem de dinheiro e pela possibilidade de ser preso. Ele teria ingerido chumbinho dentro do quarto do motel onde o corpo foi encontrado em Olinda.

As investigações foram concluídas pela delegada Gleide Ângelo, da 9ª Delegacia de Homicídios. A promotora de Justiça Rosangela Padela acompanhou o caso. Ambas só vão se pronunciar sobre o caso na coletiva à imprensa.

ENTENDA O CASO

Paulo César Morato foi encontrado morto um dia após a Operação Turbulência ser deflagrada pela Polícia Federal em Pernambuco. Ele estava sendo apontado como responsável por uma das empresas fantasmas responsáveis pela compra da aeronave usada pelo ex-governador Eduardo Campos, durante a campanha presidencial. Morato teria chegado sozinho ao motel em Olinda. Não ficou comprovado se outra pessoa esteve no local. A possibilidade de homicídio, ou seja, que alguém tenha envenenado o empresário foi descartada.

As investigações sobre a morte de Morato foram cercadas de polêmica. Uma delas aconteceu quando os peritos papiloscopistas foram surpreendidos de realizar uma perícia no dia seguinte ao que o corpo do empresário foi encontrado. Ao chegarem no motel, os profissionais receberam um telefonema informando que a ordem partiu da SDS e que eles deveriam retornar aos seus postos. Por conta disso, de acordo com os peritos ouvidos com exclusividade pelo Ronda JC na época, provas fundamentais para comprovar se mais alguém esteve com o empresário dentro do motel foram perdidas. Outra polêmica foi provocada pelos atropelos de informações e falha de comunicação entre os profissionais envolvidos na investigação com a cúpula da SDS.

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