INQUÉRITO

Perícia conclui que Paulo César Morato cometeu suicídio

Investigado na Operação Turbulência, Paulo César Morato teria ingerido chumbinho após saber do mandado de prisão expedido contra ele pela Justiça Federal

Rádio Jornal
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Publicado em 30/08/2016 às 17:12
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Paulo César Morato era investigado na Operação Turbulência

A Polícia Civil de Pernambuco concluiu que o empresário Paulo César Barros Morato, de 47 anos, cometeu suicídio no Motel Ti Ti Ti, no bairro de Peixinhos, em Olinda. O corpo dele foi encontrado no dia 22 de junho pelos profissionais do estabelecimento.

Um dia antes da morte de Paulo César Morato, a Polícia Federal havia deflagrado a Operação Turbulência. Um mandado de prisão foi expedido contra o empresário.

Detalhes foram apresentados em coletiva, nesta terça-feira
Foto: Erick França/ Rádio Jornal

Morato era investigado pela Polícia Federal por ser responsável por uma das empresas fantasmas responsáveis pela compra da aeronave usada pelo ex-governador Eduardo Campos durante a campanha presidencial de 2014.

A delegada Gleide Ângelo ficou responsável pelas investigações. “Nós conversamos com todas as pessoas que falaram com ele no dia e todos os amigos disseram que notaram ele aperreado”, explicou Gleide. “Ele dizia ‘eu tenho que fugir. Eu não posso falar’”, relatou a delegada.

Confira os detalhes na reportagem de Erick França:

Segundo a delegada, no dia 3 de março de 2015 Morato tentou contra a própria vida por conta de problemas financeiros. “Quando saiu o mandado de prisão da Justiça Federal então o desespero dele foi grande. Num ato desequilibrado de uma pessoa já emocionalmente abalada. Ele tinha muita doença”, destacou a delegada.

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A perita Vanja Coelho afirma que Paulo César tomou chumbinho para se matar.

De acordo com a perícia feita pela Polícia Federal nos sete pendrives encontrados no quarto do motel, só haviam músicas nos dispositivos.
O inquérito que tem mais de 500 páginas será remetido nesta quarta-feira ao Ministério Público de Pernambuco.

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