ENTREVISTA

Pedro Simon diz que Temer deve agir igual a Itamar Franco na presidência

Em entrevista na Rádio Jornal, Simon alegou que Temer terá que fazer o que Itamar fez: unir o congresso em torno do novo governo

Rádio Jornal
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Publicado em 31/08/2016 às 10:20
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Foto: JC Imagem


Em entrevista ao quadro Passando a Limpo desta quarta-feira (31), o ex-senador da República Pedro Simon avaliou a iminente saída de Dilma Rousseff da presidência do Brasil e desenhou os cenários que Michel Temer deve enfrentar à frente da gestão do país. Para Pedro, Temer terá que fazer o que Itamar Franco fez: unir o congresso em torno do novo governo.

Para o ex-senador, o impeachment se consolida por conta de "uma série de fatos que todos conhecemos". Ele destaca o descumprimento da Constituição e a corrupção que a Operação Lava Jato demonstrou" e resume "ela nao tem condições de permanecer".

Já visualizando um novo cenário, com a posse do vice, o ex-senador alerta que "é muito importante o que vai acontecer depois" e destaca dois pontos. O primeiro é a possibilidade de ele aceitar a proposta levantada por Dilma Rousseff de convocar plebiscito para votar por novas eleições. O segundo é entender a importância e a responsabilidade que ele tem pela frente em trabalhar pelo entendimento.

Ouça aqui a entrevista completa:

Pedro Simon relembra a cassação do mandato de Collor e o trabalho realizado por Itamar Franco, como modelo a ser seguido por Temer. "Ele convocou os presidentes de todos os partidos e fez um apelo pelo entendimento. O entendimento foi feito, o diálogo estabelecido e o Brasil caminhou adiante", ressaltou.

Ainda sobre o que Temer deve fazer uma vez na presidência do Brasil, Simon destacou duas tarefas mais urgentes: "Nomear um grande Ministro da Justiça, que seja um jurista fora da conjectura partidaria" e "dar absoluta liberdade pra a Operação Lava Jato, sem nenhuma intervenção em qualquer sentido". E resumiu: "Assim poderemos ter 2 anos e meio de um novo Brasil"

Perguntado sobre se o processo do impedimento da presidente se trata de um golpe, Simon deixou claro que não. "No mundo inteiro não se tem um caso como esse, onde as coisas são feitas publicamente, a imprensa é livre, as pessoas vão pra rua. Eu acho que ela ficou bem indo ao Senado. Ela deu a demonstração da mais absoluta liberdade com que o processo foi conduzido. Ela só falou em golpe porque ela tinha que dizer isso pra biografia dela", concluiu.

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