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Ronaldo Caiado vai ao STF contra separação da votação do impeachment

No entendimento dos apoiadores da destituição de Dilma Rousseff, como foi aprovado o impeachment, a ex-presidente também deveria perder os direitos políticos

Rádio Jornal
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Publicado em 31/08/2016 às 15:13
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Senador Ronaldo Caiado (DEM)
Foto: Geraldo Magela/ Agência Senado

Após a destituição de Dilma Rousseff da presidência, dentro do Congresso Nacional a expectativa é para uma ação que o líder do Democratas, Ronaldo Caiado, já anunciou que vai apresentar ainda nesta quarta-feira (31) ao Supremo Tribunal Federal. Caiado vai ao STF contra a decisão do próprio Ricardo Lewandoswski, presidente do órgão, que separou a votação do impeachment, que deveria ser única, segundo o pessoal da acusação. No entendimento dos apoiadores da destituição de Dilma Rousseff, cassou, perdeu o direito político.

A votação foi dividida em dois momentos. Na primeira, 61 senadores votaram a favor do afastamento definitivo dela, contra 20 que não apoiaram o impeachment. Na segunda votação, 42 aprovaram o projeto para que Dilma não perdesse os direitos políticos ante os 36 que votaram a favor da perda de direitos da ex-presidente. Dilma Rousseff é uma presidente afastada, mas com direitos políticos.

“Esse julgamento mostra que um grupo de canalhas trabalhou, operou para que o país continuasse entregue a um grupo político que queria se apropriar do Brasil”, exaltou-se Ronaldo Caiado (DEM).

O senador Lindebergh Farias (PT) pediu voto para que Dilma fosse inocentada. "Esse Senado Federal pedirá desculpas formais à presidenta Dilma e aos senadores que optarem por cometer esse crime vão para a lata do lixo da história", rebateu o senador.

Senador Lindbergh Farias (PT)
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Os detalhes na reportagem de Romoaldo de Souza:

Dilma será notificada e tem até 30 dias para sair do Palácio do Planalto.

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