ENTREVISTA

Discurso agressivo de Dilma é questão de tempo, diz ministro Raul Jungmann

Ministro da Defesa abriu o jogo ao comentar a falta de reconhecimento de Dilma sobre Olimpíada do Rio

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Publicado em 01/09/2016 às 10:22
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Foto: Reprodução


Em entrevista ao quadro Passando a Limpo desta quinta-feira (01) o Ministro da Defesa, Raul Jungmann, abriu o jogo ao falar da Rio 2016 e destacou o descaso do Governo Dilma com a Olimpíada do Rio de Janeiro. "Não estou sendo partidário. O governo Lula deu atenção às Olimpíadas, justiça lhe seja feita, mas o reconhecimento unânime hoje é que foi o prefeito Eduardo Paes que assumiu o que o governo Dilma não fez. Pegamos uma Olimpíada três meses antes dela começar", contou.

Jungmann destacou o investimento de mais de R$ 2 bilhões destinados por Michel Temer para a organização dos jogos, contou que a polícia estava prestes a entrar em greve no Rio de Janeiro e que por pouco a situação teria sido caótica. Ouça aqui a entrevista:

Na entrevista, o ministro comentou também o tom dos discursos de Dilma e de Temer após a conclusão do impeachment. Ele criticou a fala de Dilma "Eu acho que de fato o discurso de Dilma foi raivoso, não foi sereno e conclama para algo que vai além dos limites, do que a política permite e do que prevê a Constituição". E defendeu posicionamento de Temer "ele se dirigiu aos ministros. Falou que tivemos a maior discrição e respeito todo esse tempo, não revidamos, mas daqui pra fremte não podemos nos calar. Não se trata de sair chamando pra briga, o que ele disse é somente que se formos provocados e desrespeitados,temos que agir com firmeza", concluiu.

APAZIGUAR OS ÂNIMOS

Sobre o estado de ânimos acirrado entre os dois lados, Raul amenizou e disse acreditar que se trata de uma questão de tempo. Sobre a postura da fala de Dilma ele concluiu: "eu acho que isso passa com o tempo, é fruto de um momento profundamente emocional e não tem o respaldo nem apoio popular amplo na sociedade, foi para aqueles que estão proximos dela, foi passado pelo rancor e uma forma de se auto justificar, de ficar numa posição de vítima e fugir do debate que não tem condições de travar".

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