SAÚDE

Pacientes denunciam mortes por falta de remédios na Farmácia do Estado

Segundo as denúncias, um adulto e duas crianças já faleceram devido ao não-recebimento dos remédios. A Secretaria de Saúde informa que já está normalizando o serviço

Maria Luísa Ferro
Maria Luísa Ferro
Publicado em 02/09/2016 às 8:39
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Foto: Reprodução/SES

Pacientes que sofrem de hipertensão arterial pulmonar e necessitam de medicamentos fornecidos pelo estado denunciam o não fornecimento dos medicamentos na Farmácia do Estado. Segundo os pacientes, a falta dos remédios provocou a morte de três pessoas, sendo elas um adulto e duas crianças.

Os profissionais de saúde explicam que, como não há cura para a doença, a medicação é de fundamental importância. Os medicamentos Bosentana, Iloprodst e Ambrisentana são de alto custo, logo a única alternativa é recebe-los gratuitamente através da Farmácia do Estado.
Os pacientes afetados com a falta promovem na manhã desta sexta (2) um protesto em frente a Fundação de Saúde Amaury Medeiros, no bairro da Boa Vista, para cobrar uma resposta do governo estadual.

Poliana Oliveira, integrante da Associação Brasileira de Amigos e Familiares de Portadores de Hipertensão Arterial Pulmonar, explica as consequências da falta do medicamento, que pode levar à morte:

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde afirma que tem se esforçado para abastecer os estoques da Farmácia do Estado. Segundo a secretaria, a licitação do Bosentana 125mg já foi concluída e está em fase de aquisição, e o Bosentana 62,5mg deve ser entregue pelo fornecedor já na próxima semana.
Já para adquirir o medicamento Iloprost, a Secretaria informa que necessita concluir o processo de dispensa de licitação. Já a respeito do terceiro e último medicamento faltoso, Ambrisentana, a Secretaria de Saúde do Estado afirma que a versão de 10mg já está sendo entregue, enquanto a de 0,5mg será distribuída na próxima semana.

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