POLÍTICA

"No Recife, o lixo virou paisagem", diz candidato do Partido Verde

Para Carlos Augusto Costa, é preciso investir em coleta seletiva de lixo e em saneamento básico. Em entrevista, candidato disse que recolhe santinho do chão

Rádio Jornal
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Publicado em 08/09/2016 às 9:35
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Foto: André Nery/JC Imagem


O candidato do Partido Verde à Prefeitura do Recife, Carlos Augusto Costa, foi o oitavo e último postulante a ser entrevistado na série de sabatinas promovidas pelo Sistema Jornal do Commercio de Comunicação na Rádio Jornal. Carlos Augusto é o primeiro candidato do PV à gestão da capital pernambucana em 30 anos de existência do partido.

Entre as principais propostas debatidas pelo candidato, estiveram o cuidado com as calçadas, implantação da coleta seletiva do lixo e saneamento nos morros. "Eu visitei muitas colunidades e as pessoas estão divendo 'vivo aqui há 30 anos e nada foi feito'". Para ele, os prefeitos que já dirigiram a cidade "parece que não querem resolver os problemas da cidade". "Tudo virou paisagem. O lixo virou paisagem", disse.

Veja e ouça a entrevista completa:

REAPROVEITAMENTO

Carlos Augusto, que é o candidato com maior renda declarada na capital pernambucana, com mais de R$ 6 milhões em patrimônio, afirmou que está fazendo uma "campanha franciscana". O engenheiro alegou estar recebendo menos doações do que o esperado e que reaproveita material. "Santinho jogado no chão eu pego de volta", disse.

LIXO

Durante a entrevista, o candidato repetiu diversas vezes que a coleta de lixo no Recife não é eficaz e que não existe um programa amplo de coleta seletiva. "No Recife, lixo virou paisagem", disse.

Sobre a utilização rentável do que vai para o lixo, Carlos Augusto disse que o "Recife joga R$ cinco milhões literalmente no lixo, todos os meses" e que o valor poderia ser convertido em renda para os catradores. "Pergunte aos garis quantas vezes o prefeito se reuniu com eles. Nunca", completou.

QUEIJO SUÍÇO

O candidato do PV afirmou que, entre as suas propostas, está a regulação dos gastos da Prefeitura do Recife, que, de acordo com ele, estão descontroladas. Para a redução dos gastos, Carlos Augusto disse que pretende reduzir a cantidade de cargos comissionados pela metada, além de melhorar a gestão dos recursos da folha de pagamento. O engenheiro comparou os recursos humanos da Prefeitura com um queijo suíço.

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PERFIL DO CANDIDATO

Carlos Augusto Costa é engenheiro eletrônico. Foi presidente do Instituto de Planejamento de Pernambuco, o CONDEPE; conselheiro consultivo do Conselho Nacional de Justiça; superintendente de Tecnologia da Informação e Coordenador de Relações Institucionais da Chesf e, no Sebrae nacional, atuou nas áreas de planejamento estratégico, pesquisa e comunicação. Viveu e trabalhou na Alemanha, atuando no desenvolvimento do Sistema de Controle da Usina de Xingó, e possui conhecimentos sólidos nas áreas social, econômica, financeira, ambiental e de gestão. Na década de 1990, lançou o projeto Cidade Cidadão, para estimular nos estudantes o sentimento de cuidado pelo Recife. Entre 2015 e 2016 comandou o projeto “Recife Bom para Viver”, com o qual percorreu as 18 microrregiões do Recife para levantar pessoalmente o que a população pretende da cidade e de seus gestores (Projeto do Partido Verde). Foi quando decidiu disputar a prefeitura. Hoje, Carlos Augusto é diretor-adjunto licenciado na Fundação Getúlio Vargas. Também é coordenador do laboratório de neuromarketing da FGV.

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