ENTREVISTA

Cristovam Buarque defende reforma trabalhista e chama esquerda de reacionária

Em entrevista ao Passando a Limpo da Rádio Jornal, senador Cristovam Buarque (PPS-DF) diz esperar que os sindicatos "caiam na real" e aceitem as mudanças

Rádio Jornal
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Publicado em 14/09/2016 às 10:46
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Foto: Agência Senado


Em entrevista à Rádio Jornal nesta quarta-feira (14), o senador Critovam Buarque (PPS-DF) se posicionou a respeito da cassação do ex-deputado Eduardo Cunha, se declarou a favor das reformas trabalhista e previdenciária e fez duras críticas à esquerda brasileira. Para Cristovam, a vida do país ainda não entra nos eixos com o impeachment de Dilma e a cassação de Cunha. "Fizemos duas coisas necessárias, as mais visíveis, mas o Brasil continua ainda muito polarizado, a economia ainda vai demorar um bom tempo pra se recuperar e a crise fiscal também prevê tempos duros no país", declara.

Ouça aqui a entrevista completa no Passando a Limpo. A bancada do programa foi composta pelos comunicadores Geraldo Freire, Wagner Gomes, Ivanildo Sampaio e Maria Luiza Borges:

Questionado a respeito da possibilidade de Cunha depor contra nomes ligados ao governo, Cristovam foi taxativo ao dizer que não teme uma delação premiada. "Eu temo mais é que ele fique calado, eu espero é que ele e todo mundo conte tudo o que sabem", disse.

REFORMAS

O senador defende as reformas trabalhista e previdenciária e aproveita para criticar o posicionamento das centrais sindicais que tem se manifestado contra as mudanças propostas pelo governo. "Eu vejo um certo reacionarismo dos sindicatos, que são conservadores e não querem mudar nem mesmo pra melhor, e há também uma falta de comunicação por parte do governo. Eu espero que os sindicatos caiam na real e percebam que precisam fazer mudanças". E concluiu "eu diria mais a esquerda brasileira ficou reacionária, ela continua olhando para os anos 50 e com os pés no seculo 19".

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