SAÚDE

Cremepe aponta problemas no atendimento a bebês com microcefalia

Segundo dados do Cremepe a maior deficiência está no interior do Estado

Rádio Jornal
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Publicado em 20/09/2016 às 14:48
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Foto: Clarissa Siqueira/Rádio Jornal

Não há creches, atendimento médico de qualidade no interior ou concessão de benefícios do INSS para a maioria das mães de crianças com microcefalia no Estado. Esse é o resultado de um levantamento elaborado pelo Conselho Regional de Medicina de Pernambuco, sobre o atendimento médico a pacientes com a malformação. O estudo, baseado em pesquisas de campo e dados divulgados pelo governo, deve ser encaminhado nesta quarta-feira (21), para as Secretarias de Saúde e para o Ministério Público.
O Presidente do Cremepe, o médico André Doubeux, fala sobre o que espera ser feito depois da análise. “Nós temos que cobrar das autoridades competentes dados positivos e evitar que essas mulheres fiquem perambulando por aí, já que esse é um dever do Estado, ” destacou.

Ouça os detalhes na reportagem de Clarissa Siqueira:

O levantamento do Cremepe foi divulgado nesta terça-feira (20), quase um ano após o aumento no número de casos de microcefalia em todo o país. Além de representantes do órgão, estiveram na apresentação associações de mães de crianças com a malformação. Germana Soares, Presidente da União de Mães de Anjos, diz que além da dificuldade de assistência médica, o acesso aos benefícios é precário. “Cada mãe está passando por casos diferentes,” ressaltou.
Em reposta, o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), em Pernambuco, alegou que foram concedidos 227 benefícios a famílias de bebês com microcefalia e que vai realizar novos mutirões para agilizar os processos que possam estar pendentes.

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