ERRO MÉDICO

Cremepe julga médicos envolvidos na morte da empresária após cirurgia

Fernanda Nóbrega morreu há cerca de três anos após uma cirurgia bariátrica. Família diz que ela foi induzida a engordar para fazer cirurgia

Rádio Jornal
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Publicado em 20/09/2016 às 9:30
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Foto: reprodução/arquivo pessoal


A empresária Fernanda Nóbrega tinha 26 anos quando foi submetida a uma gastroplastia num hospital particular do Recife. A família diz que ela não recebeu o atendimento adequado após a cirurgia bariátrica e acabou falecendo dois dias depois de receber o alta do cirurgião.

Na tarde desta terça-feira (20), o Conselho de Ética do Conselho Regional de Medicina Cremepe se reúne para analisar o caso. O processo corre em segredo de justiça e pode responsabilizar três médicos.

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Segunda audiência do caso da morte de Fernanda Nóbrega acontece no Fórum Joana Bezerra

Um dos responsáveis pelo caso, o médico Gustavo Menelau também responde a processo por homicídio culposo, ou seja, sem intenção de matar, na 7ª Vara Criminal do Recife. O processo ético profissional pode cassar o registro de Gustavo Menelau e de outros dois médicos.

Em outubro do ano passado, o Ministério Público suspendeu a ação e a família da empresária recorreu da medida. Andréa Nóbrega, irmã de Fernanda, concedeu entrevista em 2013, quando a denúncia foi feita no Cremepe.

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O CASO

Foto: reprodução/arquivo pessoal


Fernanda Nóbrega morreu em novembro de 2013, após se submeter a uma cirurgia bariátrica para redução de estômago. A cirurgia foi realizada no dia 29 de outubro pelo médico Gustavo Menelau, no Hospital Unimed Recife III, na Ilha do Leite, área central do Recife. Ele foi indiciado pela Polícia Civil por homicídio culposo.

A jovem de 1,62m tinha apenas 80 kg, peso abaixo do recomendado para a gastroplastia. Família disse que ela foi induzida a engordar para fazer a cirurgia e emagrecer mais rápido. Fernanda deixou esposo e dois filhos pequenos, na época com 3 e 4 anos de idade.

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