AUDIÊNCIA MARCADA

Sistema de esgoto criado em Pernambuco é tipo exportação

Este sistema de esgoto condominial, que nasceu em Petrolina, sertão de Pernambuco, há quase 40 anos, já é utilizado no Distrito Federal e em Salvador, na Bahia

Rádio Jornal
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Publicado em 23/09/2016 às 18:21
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Foto: Rádio Jornal

Criado em Pernambuco, há quase 40 anos, o sistema condominial de esgoto foi o tema do Audiência Marcada desta sexta-feira (23) na Rádio Jornal. O idealizador da técnica e engenheiro, José Carlos Melo e o ambientalista Geraldo Miranda foram os entrevistados do comunicador Ednaldo Santos. O programa contou também com a participação do editor de Política do Jornal do Commercio, Gilvan Oliveira.

O sistema de esgoto condominial, que nasceu em Petrolina, no Sertão pernambucano, também é utilizado no Distrito Federal e na cidade de Salvador, na Bahia. Com um custo menor de 40% em relação ao sistema tradicional, o mecanismo criado pelo engenheiro José Carlos Melo foi selecionado pelo BID em um projeto avaliado em US$ 1,2 milhão. Segundo ele, o projeto já foi apresentado ao Governo da Argentina e deve também ser avaliado por países como Paraguai, El Salvador, Honduras e Nicarágua. “Será a grande retomada desse sistema que é bem mais barato. O tradicional é caro porque requer escavações de alto custo, bombeamento e outras intervenções caras”, comentou.

Escute o Audiência Marcada na íntegra:



O ambientalista Geraldo Miranda frisou que José Carlos Melo ao projetar o sistema de esgoto condominial estava preocupado com o lado social. Segundo Geraldo Miranda, 60% da população brasileira joga o esgoto ‘in natura’ nos rios e vias públicas. “Esse percentual equivale a 120 milhões de pessoas. Seriam necessários R$ 300 bilhões de investimentos para a universalização do esgoto no Brasil”, afirmou.

Na opinião de José Carlos Melo a saída para o problema seria a formalização de parcerias entre o Estado, prefeituras e a iniciativa privada. “Não há perspectiva para resolver o problema se ficar apenas com a Compesa. É preciso divisão de responsabilidades. A Compesa deveria cuidar apenas da água”, defendeu.

Geraldo Miranda também comunga da mesma opinião do engenheiro. “Se for depender dos recursos públicos não resolve. É preciso parceria com a iniciativa privada. O que interessa para a população é a qualidade do serviço”, destacou. Ele disse ainda que o sistema de produção de água poderia ser gerenciado pela Compesa e a distribuição ficaria a cargo das prefeituras ou de uma empresa.

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