GREVE

Bancários rejeitam nova proposta e greve já é a mais longa desde 2004

A Fenaban ofereceu um reajuste de 7% enquanto os bancários pedem 14,78%. A OAB pede a prisão da presidente do Sindicato dos Bancários por descumprimento de medida judicial

Rádio Jornal
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Publicado em 29/09/2016 às 8:03
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Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem


Os trabalhadores suspenderam as atividades há 24 dias para reivindicar melhores salários e condições de trabalho. Em Pernambuco, a paralisação atinge a maioria das agências de instituições financeiras públicas e da rede privada.

O patronato afirma que está aberto a negociações da campanha salarial para 2016-2017. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) oferece reajuste salarial de 7% e abono de R$ 3,5 mil. Para o ano que vem, o referencial seria o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais 0,5%.

O comando nacional de greve rejeitou a proposta nessa quarta-feira e aguarda uma nova negociação com o patronato. Em São Paulo, a presidente do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Suzineide Rodrigues manda o recado:

BANCÁRIOS

A categoria reivindica um reajuste salarial de 14,78%. Os bancários também pedem o fim das metas abusivas, assédio moral, demissões e terceirização além do reforço na segurança das agências.

Apesar de ter obtido uma liminar na justiça, a OAB Pernambuco não conseguiu garantir o pagamento de alvarás. Agora a nova ação solicita o aumento da multa diária para o sindicato em R$ 100 mil e a prisão da presidente Suzineide Rodrigues.

Os bancários avaliam que a oferta causa perdas significativas para os trabalhadores. A categoria se coloca à disposição para prosseguir dialogando, mas desde que sobre termos reais.

O Sindicato dos Bancários de Pernambuco convocou uma assembleia para a próxima segunda-feira (3/10), às 18h, na sede da entidade. Na reunião, serão discutidas as propostas discutidas, junto com os rumos da greve.

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