CONSULTÓRIO

“Se não tivesse parado, podia estar morto”, diz ex-jogador compulsivo

O Consultório do Rádio Livre debateu o problema dos jogadores compulsivos e o tratamento para o controle da doença

Rádio Jornal
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Publicado em 04/10/2016 às 16:26
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Foto: Reprodução/Internet

O Consultório do Rádio Livre desta terça-feira (4) debateu os jogadores compulsivos. A comunicadora Graça Araújo recebeu o psiquiatra Luiz Carlos Albuquerque e Lucas – nome fictício -, que é ex-jogador compulsivo e coordenador de um dos grupos da Associação dos Jogadores Anônimos.

Lucas jogou bingo por cinco anos e parou há dez. “As casas que eu jogava já foram fechadas, mas acredito que hoje em dia ainda funcionem muitas”, disse. Lucas explicou que começou a jogar quando ganhou cem reais em um dia. “Achei que era bom negócio, mas me enganei. Fui jogando o que tinha e o que não tinha, terminei na mão de agiota. Chegava a passar doze horas numa casa de bingo”, contou.

O ex-jogador explicou que era uma pessoa egoísta e só pensava no prazer de estar jogando. “A pessoa é dominada pelo jogo e nada ao redor dele é considerado importante”, afirmou. Os convidados ainda contaram que a mentira é sempre presente na vida dos viciados e isso só tem um fim quando eles procuram ajuda.

O psiquiatra Luiz Carlos disse que a compulsão é a necessidade de realizar um ato e obter um determinado resultado. “Na compulsão pura de jogar e beber, por exemplo, a pessoa tem alguma recompensa de prazer. O problema é que ela cresce, se torna presente e ganha tempo na vida da pessoa”, explicou.

Ouça o Consultório na íntegra:



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