VIOLÊNCIA CONTRA MULHER

Acusado de matar companheira volta a confessar autoria diante de júri

Edelvandro José de Oliveira, de 41 anos, confessou que matou a companheira com um tiro na cabeça e enterrou o corpo dentro de casa, em 2011

Rádio Jornal
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Publicado em 05/10/2016 às 15:32
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Foto: Valter Andrade/ Prefeitura de Jaboatão

Ouvido novamente diante dos jurados, Edelvandro José de Oliveira, de 41 anos, voltou a confessar o crime cometido em 2011. Edelvandro foi condenado, na tarde desta quarta-feira (5), a 20 anos de prisão por homicídio qualificado, por ter utilizado recurso que impossibilitou a defesa da vítima. No depoimento, o pedreiro acusado de homicídio qualificado, detalhou como foi a morte da companheira, Vanessa da Silva, de 22 anos. O resultado do júri foi divulgado pela juíza da 2 ª Vara do Tribunal do Júri de Jaboatão, Maria da Conceição Godoy.

De acordo com o executor, mesmo separados, ele e a vítima mantiveram um relacionamento extraconjugal e por ciúmes ameaçou com a arma a vítima atingindo com um disparo na cabeça. Após o ocorrido, manteve por 5 meses o corpo da ex-mulher enterrado debaixo da cama onde viveram por 10 anos, numa casa em Cajueiro Seco, em Jaboatão na Região Metropolitana do Recife.

A senhora Voneide Gomes da Silva, mãe de Vanessa, ouviu da boca do acusado os detalhes. “Eu quero justiça. Depois de quase cinco anos, agora eu vou ver se vai ter justiça mesmo. O que ele fez com a minha filha, não se faz com a filha de ninguém”, desabafou a mulher, dizendo que convive com o medo.

Rafael Carneiro tem os detalhes:

Dias depois de ter tirado a vida de Vanessa e escondido o corpo numa profundidade de 1,38 m Edelvandro procurou a imprensa para comunicar o desaparecimento e escondeu o fato da polícia e dos familiares por 5 meses.

PROTESTO

Na época, a repercussão da morte chocou a sociedade. Integrantes do Centro de Referência da Mulher Maristela Just promoveram ato contra a violência cometida neste caso. Cyntia Andressa, coordenadora do Centro de Atenção à Mulher, lamenta o ocorrido. “Que de fato o acusado seja julgado e condenado”, disse, antes do fim do julgamento.

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