GRANDE RECIFE

Homem que matou mulher com 50 facadas é condenado a 20 anos de prisão

O crime aconteceu em novembro de 2014. Jefferson Pereira da Conceição é réu confesso da morte da jovem

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Publicado em 07/11/2016 às 17:09
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Foto: Reprodução/TV Jornal


Foi condenado a 20 anos de prisão o operador de call center, de 27 anos, Jefferson Pereira da Conceição, acusado de matar a namorada com 50 golpes de faca em 2014. O Julgamento aconteceu nesta segunda feira (07) no Fórum Tomaz de Aquino, no Centro do Recife. Jefferson Pereira pegou uma pena de 14 anos por homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e sem chance de defesa da vítima, e seis por estupro.

Confira os detalhes na reportagem de Ravi Soares:

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Entenda o Crime

A vítima, na época em busca de emprego, Maria Daiana Carneiro de sena, 22 anos, foi enforcada e golpeada 50 vezes por uma faca peixeira, na casa do agressor, na Boa Vista, centro do Recife, durante um encontro.

O crime foi descoberto com a ajuda da noiva e do sogro de Jefferson. Ele pediu ajuda alegando ter sido assaltado na volta para casa, após ser atendido no Hospital da Restauração, o corpo da vítima foi flagrado com sinais da violência. A cunhada de Maria Daiane, Diciola Maria, desconhece a possível relação entre os dois e afirma que ela foi atraída pela ilusão de uma vaga de emprego. “Eu creio que tinha sido uma forma dele se esquivar da punição”, alega.

Julgamento

Para o promotor do MPPE, Antonio Arroxelas, as provas periciais têm elementos suficientes para a caracterização de estupro e homicídio duplamente qualificado. “Não há a menor importância se eles tinham relacionamento ou não. O ato dele é extremamente reprovável”, afirma.

Durante o júri popular, o réu se emocionou no momento da apresentação de mídias do sogro, PM que o tinha como filho e a noiva - quando defendeu ele do crime. No discurso apresentado aos jurados, Jefferson assumiu como motivação ciúmes.

Rosileide Natália, advogada de defesa, apresenta nesta tarde, nos debates entre as partes interessadas, a falta de um laudo técnico sobre a sanidade mental do acusado.

Os debates devem durar três horas, podendo ter o acréscimo de mais uma hora para réplica e tréplica, para em seguida termos o resultado da sentença conhecida.

Ouça na reportagem:

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