AUDIÊNCIA MARCADA

Confira os destaques da Audiência Marcada de hoje, com Ednaldo Santos

Ednaldo recebeu o procurador da república João Paulo Holanda Albuquerque, o vice-presidente da OAB/PE Leonardo Accioly e o sociólogo José Arlindo Soares

Da Rádio Jornal
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Publicado em 02/12/2016 às 23:45
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Foto: Jéssica Lima/Rádio Jornal

As modificações aprovadas pelos deputados federais durante a madrugada da última quarta-feira, no projeto das Dez Medidas Contra a Corrupção foram discutidas no Audiência Marcada desta sexta-feira (02). O programa contou as participações do procurador da República do Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco, João Paulo Holanda Albuquerque; o vice-presidente da OAB/PE, Leonardo Accioly, e o sociólogo José Arlindo Soares. A entrevista foi conduzida pelo comunicador Ednaldo Santos e contou com a presença do editor de Política do Jornal do Commercio, Gilvan Oliveira.

Os convidados do programa questionaram de forma enfática a posição adotada pelos parlamentares no que se refere às mudanças introduzidas no projeto anticorrupção. “É uma iniciativa de intimidação ao Ministério Público e ao Judiciário. Um atestado claro de ausência de compromisso da Câmara com o interesse público”, desabafou o procurador João Paulo Holanda de Albuquerque.

“A sociedade está perplexa porque o Congresso, principalmente a Câmara, deixou de ter um reencontro com as grandes aspirações populares. Além de inibir os investigadores, eles deixaram de apontar inovações no combate à corrupção”, analisou o sociólogo José Arlindo Soares. Ele também criticou a posição tomada pela maioria da bancada pernambucana na Câmara Federal.

O vice-presidente da OAB/PE, Leonardo Accioly, afirmou que “não se pode criminalizar a função do magistrado. Na visão da OAB o que foi gestado pela Câmara não foi um bom texto. É preciso discutir com profundidade o que é abuso de autoridade”, declarou.

Na visão do representante do MPF em Pernambuco, as mudanças feitas no projeto das Dez Medidas Contra a Corrupção pelos parlamentares “foi uma traição que cada deputado cometeu contra a sociedade para proteger seus interesses particulares. A única esperança que resta é a mobilização da sociedade”, assegurou.

Ouça o Audiência Marcada na íntegra:

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