BRASIL EM CRISE

"Não há sinais de recuperação econômica", diz senador Armando Monteiro

Para Senador, governo Temer não vem conseguindo reagir à crise. Armando Monteiro ainda defendeu calma em votação de pacote anticorrupção e falou sobre Operação Turbulência

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Publicado em 02/12/2016 às 11:08
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Armando Monteiro Neto critica governo Temer. Foto: JC Imagem

Ex-ministro do desenvolvimento econômico no governo de Dilma Rousseff (PT), o senador Armanto Monteiro Neto (PTB) não poupa críticas aos rumos do país sobre Michel Temer (PMDB). "Não há sinais de recuperção", afirmou em entrevista ao "Passando a Limpo", da Rádio Jornal, na manhã desta sexta-feira (02).

Armando Monteiro diz que ainda não políticas concretas para uma retomada: "Havia sinais que a confiança estava voltando, mas isso não se concretiza.Já é possível que a gente não cresça em 2017", declarou. O senador afirmou ainda que a situação segue caótica: "Você tem déficti, tensão entre poderes.Nós não podemos ficar apenas na questão fiscal. O governo ainda não ofereceu um conjunto de medidas para estimular a retomada da economia e isso começa a enquietar o empresariado do país", afirmou.

PACOTE ANTICORRUPÇÃO

Em meio a um momento conturbado em que o Congresso alterou pontos importantes do projeto anticorrupção,oriundo de um projeto de iniciativa popular, o senador defende cautela na votação do projeto: "Não se pode deixar de fortalecer todo o aparelho investigatório. Esse é o clamor da sociedade brasileira. Mas é preciso equilíbrio e lembrar as garantias individuais", afirmou.

Ele lembra da importância do Senado Federal em todo esse processo: "O senado não pode deixar seu papel e fazer com seriedade e equilibrioo um debate que possa aprefeiçoar essa proposta. Toda autoridade pública, quando age de maneira abusiva, deve ter esse comportamento alcançado pela lei.
Seja quem for, de qual poder que for, isso é desejável", defendeu.

OPERAÇÃO TURBULÊNCIA

O petebista ainda comentou sobre a Operação Turbulêncuia, que investiga um esquema que teria desviado cerca de 600 milhões de reais dos cofres públicos para campanhas do PSB e do ex-governador Eduardo Campos. Ele afirma que as suspeitas são "graves" e que os trabalhos não foram engavetados: "Disseram que a operação foi arquivada de forma defintiva, mas o mérito não foi sequer apreciado", disse.

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