VIOLÊNCIA

Mulher é vítima de estupro em presídio de Vitória de Santo Antão

O estupro aconteceu enquanto a vítima fazia trabalho de evangelização na unidade prisional. Ela ainda denuncia ainda o descaso no atendimento

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Publicado em 05/12/2016 às 17:22
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Agressor apertou pescoço da vítima e disse que iria
matá-la - Foto: Divulgação

Uma dona de casa que fazia trabalho de evangelização em um presídio foi estuprada por um detento. O crime aconteceu no dia 26 de novembro na unidade de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata Norte do Recife.

O suspeito é um homem de nome Eduardo, que seria dirigente do culto da Assembleia de Deus dentro do local. A vítima, que tem 41 anos, tinha ido até lá para levar os materiais que seriam utilizados numa celebração. Ela diz que o agressor a convenceu a ir em uma das celas onde acontecia visita íntima para fazer uma lista de produtos que precisavam sem comprados.

Mulher foi estuprada dentro de unidade prisional
Foto: Reprodução/ Google Street View

A vítima relatou que quando começou a ser atacada puxou o cabelo do agressor e disse que apertou os testículos do homem para que ele parasse com a agressão. “Ele apertou meu pescoço e disse para eu soltar (...) ‘se você não soltar eu lhe mato aqui dentro’”, contou a mulher. Segundo ela, o homem viu que ela não ia parar de se defender e soltou o pescoço dela.

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Confira os detalhes no flash de Ravi Soares:

Ouça o relato completo da vítima:

Atendimento negligenciado

A vítima tem um irmão que cumpre pena na unidade. Ela diz que foi até o presídio no outro dia depois do crime, mas não foi assistida pelos agentes. Segundo ela, na Delegacia de Vitória de Santo Antão ela também não foi bem tratada no local.

Por conta da falta de assistência, a mulher não conseguiu fazer o exame sexológico a tempo de identificar o estupro e nem tomou o coquetel anti-retroviral para impedir a contaminação por vírus como HIV.

O delegado titular da Delegacia da Comissão de Direitos Humanos, Valdemir Saturnino, acredita que houve negligência.

O caso vai ser levado ao Ministério Público para que seja aberto um processo contra o suspeito e até um processo administrativo pela negligência por parte dos agentes e da polícia.

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