LUTO

Há um ano pais de Beatriz choram perda da filha e esperam por justiça

Beatriz Angélica foi assassinada no dia 10 de dezembro de 2015 e, um ano depois, responsáveis pelo crime continuam impunes

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Publicado em 10/12/2016 às 7:22
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Foto: Reprodução/Internet

Há um ano Sandro Romilton e Lucia Mota esperam por justiça. Eles são pais de Beatriz Angélica, de 7 anos, que foi assassinada com 42 facadas no dia 10 de dezembro de 2015. Na noite do crime, a irmã de Beatriz estava concluindo o ensino médio e a família comemorava.

Durante a cerimônia, que aconteceu no colégio Maria Auxiliadora, no centro de Petrolina, o pai notou a ausência da filha e pediu ajuda a organização da festa. Sem sucesso, Sandro interrompeu a comemoração e fez um apelo no microfone.

Beatriz avisou a mãe que iria ao bebedouro e desapareceu. Minutos após todos os convidados se mobilizarem à procura da menina, o corpo foi encontrado em uma sala desativada junto à quadra do colégio.

Desde o crime, parentes e amigos têm usado principalmente as redes sociais para organizar protestos pedindo justiça. A página no Facebook“Beatriz clama por justiça” tem mais de 23 mil curtidas. A internet é o meio usado para que o caso não seja esquecido.

O delegado responsável pelas investigações é Marcione Ferreira. Nesta sexta-feira (9), ele recebeu o reforço da delegada Gleide Angelo, que também vai ajudar no caso. A família de Beatriz foi recebida pelo Ministro da Justiça, Alexandre de Morais, que prometeu mais empenho para elucidar o assassinato.

Ao logo desde ano, a polícia teve pelo menos 10 linhas de investigação, que foram descartadas. O perito criminal Gilmário Lima chegou à conclusão de que Beatriz não foi morta na sala onde foi encontrada. Mas, ninguém sabe onde o crime aconteceu.

Ouça a reportagem de Natália Hermosa:



Um retrato falado também foi divulgado pela polícia. Câmeras de estabelecimentos comercias ajudaram a identificar o perfil do suspeito, que seria um homem negro, de estatura mediana, usando uma camisa verde e calça jeans azul. Mesmo assim, o criminoso ainda não foi preso.

Cinco funcionários do colégio, que não tiveram os nomes divulgados, foram apontados como suspeitos, mas por falta de provas permanecem em liberdade. O advogado da escola, Clailson Ribeiro diz que o colégio está colaborando com as investigações.

Para a família, a dor da perda de Beatriz é constante. Os pais da menina vivem um turbilhão de emoções há um ano.

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