OPERAÇÃO PADRÃO

Governo suspende férias de policiais civis, militares e bombeiros

A decisão foi tomada em retaliação à “Operação Padrão” dos policiais e bombeiros militares. Quem descumprir o programa de jornada extra de segurança poder ser preso

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Publicado em 15/12/2016 às 8:23
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Foto: arquivo/JC Imagem


Desde a última sexta-feira (9), os policiais militares iniciaram uma Operação Padrão como parte da campanha salarial e por melhores condições de trabalho. Representantes das associações militares se reuniram com o comando da Polícia Militar no Comando Geral No Derby, na noite dessa quarta-feira (14), mas as negociações não avançaram.

Apesar da próxima rodada de negociações estar agendada para 4 de janeiro, o Governo do Estado está tomando medidas polêmicas para que a categoria volte ao trabalho. Nessa quarta-feira, a Secretaria De Defesa Social anunciou o fim das férias dos policiais militares, bombeiros e policiais civis no período de 15 a 31 de dezembro.

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Além disso, a falta ou a saída do Programa De Jornada Extra De Segurança (PJES) caracterizará violação do código disciplinar da pm. Na prática, significa que os policiais militares podem ser punidos, inclusive com prisão.

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis, Aureo Cysneiros não retornou as ligações da reportagem da Rádio Jornal para comentar a suspensão das férias da categoria. Já o presidente da Associação dos Cabos e Soldados, Albérisson Carlos, afirma que o “governo erra novamente”.

OPERAÇÃO PADRÃO

Os policiais militares entendem como operação padrão o cumprimento integral das regras de segurança como por exemplo, saída somente com os equipamentos de proteção e veículos equipados. Além disso, a tropa está sendo orientada a sair dos PJES.

Até a próxima segunda-feira, 3.500 integrantes das forças armadas vão reforçar o policiamento no Estado. O efetivo está em Pernambuco desde o dia 9.

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