POLÍTICA

De olho em 2018, Geraldo Alckmin doa bombas hidráulicas ao Nordeste

O governador de São Paulo fez novo aceno ao Nordeste e doou equipamentos usados pelo estado em 2013 e 2014 durante a crise hídrica

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Publicado em 27/12/2016 às 10:03
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Foto: Foto: Eduardo Saraiva/Divulgação


Em entrevista à Rádio Jornal, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), explicou como será o empréstimo de quatro conjuntos de bombas da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) para bombear água em regiões secas do Nordeste. De acordo com o governador, possível nome do PSDB para disputar a presidência em 2018, os equipamentos foram muito úteis durante os períodos críticos da crise hídrica no Estado, em 2013 e 2014, e podem colaborar com a redução da falta de água na Região Norteste do País.

O governador se reuniu com o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, e com o presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Roberto Tavares, nessa segunda-feira (26), para acertar os detalhes do acordo. "Fomos assinar o contrato autorizando a cessão para o governo federal de quatro motobombas que foram importantes em São Paulo quando tiveram a maior seca dos ultimos 80 anos", disse. "Como sabemos que Pernambuco e a Paraíba, assim como todo o Nordeste, já está com quase 5 anos de estiagem, as bombas vão ser muito úteis, facilitam a chegada da água 30 dias antes", afirmou. "As águas do eixo leste do São Francisco têm que atravessar todo o interior de Pernambuco até entrar na Paraíba e ser jogada no Rio Paraíba, indo pra Campina Grande. As bombas vão acelerar o bombeamento, sem precisar o reservatório chegar no nível mais alto para que a água seja empurrada pra frente. Isso faz toda a difetença", completou.

Sobre a transposição, Alckmin afirmou que foi um dos primeiros a votar a favor. "Fiquei muito entusiasmado com as obras da transposição, esse é um grande desafio brasileiro, super importante e absolutamente necessário para o desenvolvimento regional", disse. "Está sendo feito o que é certo, que é a transposição do São Francisco. O que precisa é haver uma recuperação do rio, desassoriar, fazer o tratamento do esgoto. Outro é aumentar a reservação. Além de tecnologia, com bombas e equipamentos para fazer a água chegar mais rápido", opina.

Política

O gvernador de São Paulo mais uma vez fugiu do assunto candidatura em 2018, embora seja um dos nomes mais cotados para tentar a vaga em 2018. "Aecio Neves diz que abandonar temer seria um erro. Eu concordo. Nós precisamos ajudar o Brasil", diz. "Nosso grande problema é emprego, são 18 milhoes de desempregados, fora o subemprego. Então todas as medidas para retomar o crescimento. Não é possível o Brasil ter o segundo ano consecutivo com queda da produção. Essa é a propridade, ajudar o Brasil a sair da crise e recuperar emprego e renda para a população", afirma.

Temer dá conta do recado?

Perguntado se o presidente Michel Temer dá conta de cumprir o mandato até 2018, Alckmin desconversou. "Eu já fui governador com e sem voto. Quanto mais rápido a gente conseguir fazer a reforma política, mais rapidamente o País sai da crise e investe em infraestrutura, saneamento e moradia, que dá muito emprego e exportação", completa.

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