POLÍTICA

Defesa de Temer volta a defender separação das contas de campanha

Ministro do TSE, Herman Benjamim, mandou investigar três empresas que fizeram contratos com a campanha eleitoral da chapa Dilma/Temer

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Publicado em 27/12/2016 às 17:33
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Foto: AFP


Nesta terça-feira (27), uma ação determinada pelo ministro Herman Benjamim, do Tribunal Superior Eleitoral, mandou investigar três empresas que fizeram contratos com a campanha eleitoral da chapa Dilma/Temer, em 2014, além de 20 empresas que teriam sido subcontratadas nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina.

O alvo da Operação da Policia Federal nesta terça-feira (27) é a Rede Seg Gráfica, Focal e Gráfica VTPB. A Justiça Eleitoral quer saber se essas empresas teriam capacidade para entregar os produtos que foram contratados pela campanha.

Para justificar a operação, o ministro do TSE disse que é preciso apurar a possível ausência de capacidade operativa de subcontratadas e também o recebimento de elevados valores sem justa causa demostrada.

Confira os detalhes na reportagem de Romualdo de Souza:



A Gráfica Focal era responsável por subcontratar serviços para montagem de palanques, fornecer infraestrutura nos comícios e recebeu da campanha de Dilma/Temer R$24 milhões. A VTPB confeccionava santinhos, cartazes, spots para rádio e televisão, peças publicitarias na internet e recebeu R$22 milhões.

Defesas

Em nota, a assessoria da ex-presidente Dilma Rouseff afirmou que durante a campanha, a chapa Dilma/Temer atendeu aos requisitos legais de regularidade jurídica e de capacidade operacional com integral prestação de serviços contratados. Já o advogado Gustavo Guedes, que atuou na defesa de Michel Temer, disse que o presidente e o PMDB não foram responsáveis pela contratação das gráficas fornecedoras, pois essa era uma tarefa do tesoureiro da campanha, Edinho Silva.

Sobre o caso, o presidente Michel Temer afirmou, nesta manhã, em evento no Estado de Alagoas, que isso faz parte das investigações e defendeu que não há irregularidade.

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