INVESTIGAÇÃO

Polícia Federal investiga alunos que depredaram UFPE durante ocupações

Após quase dois meses de ocupação, cenário em alguns prédios da UFPE é de destruição ocasionado por atos de vandalismo

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Publicado em 27/12/2016 às 14:52
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Foto: Rafael Carneiro/ Rádio Jornal


A Polícia Federal realizou vistorias nos prédios da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ocupados por estudantes contrários à PEC 55, que determina um teto de gastos pelo Governo Federal. Alunos da UFPE e de outras instituições tomaram dez prédios espalhados pelo Estado nos últimos dois meses. Os Centros de Educação (CE), Artes e Comunicação (CAC) e de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), registraram cenas de destruição.

O cenário mais evidente foi no CFCH, a sala da coordenação do curso de ciências política, tinha materiais e documentos espalhados pelo chão. Já no Departamento de História, salas de professores foram alvo de pichações que continham ofensas pessoais.

Ricardo Medeiros, vice-diretor do CFCH e há 32 na instituição, lamenta a destruição. “Nós ficamos estarrecidos diante do que encontramos aqui. É um momento difícil de redução de verbas. Vamos ter muito trabalho para conseguir colocar o prédio no lugar de novo”, afirma.

Confira os detalhes na reportagem de Rafael Carneiro:

O movimento de ocupação teve a adesão de muitos alunos e até de alguns professores. Ismar Dias, do 6º período de filosofia até pensou em fazer parte da manifestação. “O que me revoltou tomar uma posição militante contra as ocupações foi o ato de ficar sabendo que a sala do professor Jungmann foi invadida”, revela.

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De acordo com a Polícia Federal, uma lista com os nomes dos integrantes e imagens de agressões à docentes foram coletadas e farão parte de dois inquéritos. “Vamos analisar os atos de vandalismo, os furtos de dois notebooks que aconteceram durante o período da ocupação. Baseado em fatos, provas e perícias, responsabilizaremos essas pessoas”, ressalta o chef de comunicação da PF, Giovani Santoro.

Se confirmadas as participações nos crimes, os estudantes podem responder por vandalismo, dano ao patrimônio, roubo, associação criminosa e agressão.

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