CASO DE POLÍCIA

UFPE vai investigar vandalismo durante ocupações contra a PEC 55

Sala de professores foram invadidas e áreas comuns dos prédios foram pichadas. Centros de Filosofia e Ciências Humanas e de Artes e Comunicação foram os principais alvos

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Publicado em 27/12/2016 às 7:54
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Foto: Passarinho/Divulgação UFPE


A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) anunciou nesta segunda-feira (26) que vai instaurar duas comissões de inquérito para investigar depredações e atos de vandalismo dentro da instituição durante os dois meses de ocupação. Os estudantes protestavam contra a PEC 55, que limita os gastos públicos durante 20 anos e que foi aprovada no Congresso e sancionada pelo presidente Michel Temer.

Na UFPE, a saída dos manifestantes se deu dois meses depois e após uma negociação que envolveu até a Defensoria Pública da União. A mobilização ocorreu também em outras instituições como a Universidade de Pernambuco e escolas da rede estadual de ensino.

No Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), no Campus da Cidade Universitária, o rastro é de destruição. São salas arrombadas e reviradas, livros espalhados, vidros quebrados e pichações com ameaças a professores, inclusive de morte. A diretora do Centro, Maria da Conceição Lafayette, se mostra preocupada:

Um dos principais alvos foi Rodrigo Jungmann, docente conhecido pela postura crítica a esquerda política. O mestre em filosofia afirma qual o cenário encontrou no ambiente de trabalho:

O professor de filosofia Rodrigo Jungmann afirma que os excessos não podem ficar no rol da impunidade:

As aulas serão retomadas na Universidade Federal de Pernambuco no dia 9 de janeiro. O levantamento dos prejuízos nos 15 andares do CFCH começou na tarde desta segunda-feira (26) e segue nesta terça-feira (27).

Nas redes sociais, o Movimento Ocupa UFPE informa que vai divulgar uma nota oficial sobre o fato. A organização do protesto ainda não se posicionou sobre as acusações.

Foto: Passarinho/Divulgação UFPE


No Centro de Artes e Comunicação (CAC), também no Campus da Cidade Universitária, o prejuízo vai das pichações ao furto de equipamentos eletrônicos. Já no Centro de Biociências, Centro de Educação e Departamento de Enfermagem, que também foram ocupados, não houve vandalismo.

Nas redes sociais, há quem critique a depredação do patrimônio público. Em outros casos, internautas defendem a forma de chamar a atenção da sociedade.

Tumulto investigado

Também é alvo de investigação o tumulto na sessão do conselho na semana passada que definiu o calendário acadêmico pós-greve. Os professores encerrar a paralisação dia 15 de dezembro.

O reitor da UFPE diz que já repassou informações detalhadas dos últimos acontecimentos a Polícia Federal. Anísio Brasileiro afirma que todas as providências estão sendo tomadas para que isso fique somente no passado:

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