SEGURANÇA PÚBLICA

Presidente da associação comenta reajuste dado à Polícia Civil

Segundo o presidente da Associação de Cabos e Soldados, Alberisson Carlos, reajuste expõe a forma diferente com que as polícias são tratadas pelo governo

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Publicado em 09/01/2017 às 17:43
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Polícia Militar está em negociação com o Governo do Estado há meses
Foto: Reprodução/ Internet

O presidente da Associação de Cabos e Soldados, Alberisson Carlos, falou nesta segunda-feira (9) sobre o reajuste salarial concedido aos policiais civis. Ele se disse contente pelo que a categoria conseguiu, mas disse que o aumento dos salários da Polícia Civil expõe a forma diferente como o Governo do Estado está tratando as polícias.

Ele diz que não é justo o tratamento diferenciado. “Já que a gente faz parte de uma secretaria só, que é a Secretaria de Defesa Social. A gente espera que o Governo do Estado se sensibilize, porque a categoria fica polvorosa”, alertou o presidente da associação. “Vamos continuar lutando até o fim para que a gente tenha também essa valorização”, destacou.

Alberisson chama de atentado ao estado democrático de direito a forma como o governo está discutindo as pautas da Polícia Militar, ou seja, sem a presença das associações. “As associações são formadas por pessoas que vivenciaram durante os anos de suas carreiras todas as dificuldades”, destacou.

O presidente da Associação de Cabos e Soldados, o acidente com a viatura da PM que deixou duas idosas mortas exemplifica a situação com que a categoria trabalha. “Em entrevista dada pelo comandante do 11º batalhão, coronel Ronaldo, ele próprio admitiu que a viatura havia sido baixada e apresentava falhas”, contou Alberisson. “O airbag não foi acionado, a viatura com mais de dois anos de uso e se o airbag tivesse sido acionado certamente os policiais poderiam estar menos feridos e se a viatura estivesse funcionando em perfeito estado talvez o acidente não tivesse acontecido”, lamentou o presidente da associação.

Uma viatura capotou e matou duas idosas, em uma praça no Morro da Conceição,
no último sábado (7) Foto: Rádio Jornal

Confira os detalhes na entrevista completa:

Durante a entrevista, o presidente da associação falou ainda sobre as instalações dos batalhões de polícia e dos equipamentos utilizados pela Polícia Militar, como as viaturas, por exemplo. “Hoje, lamentavelmente, a segurança pública de Pernambuco está vivendo um caos completo. Isso é muito porque a gente já tem anunciado isso (...) mas me parece que ninguém quer tomar uma providência, porque não leva a segurança pública a sério”, denunciou.

Negociações

A meta é que até o início de fevereiro o impasse entre a Polícia Militar e Governo do Estado chegue ao fim. De acordo com Alberisson, a categoria gostaria de uma negociação o mais rápido possível. “Não tenho dúvida de que uma proposta apresentada lá no dia 6 de dezembro o governo na data de hoje não saiba o que tem para oferecer”, criticou. “Isso realmente deixa a tropa entristecida, chateada, se sentindo desvalorizada porque não está havendo um governo que poderia reconhecer o grande trabalho que a Polícia Militar prestou e presta no Pacto Pela Vida”, completou.

“Se a gente não sair com uma equiparação com a Polícia Civil, tendo em vista que a justiça será praticada, pelo menos neste patamar, a Polícia Militar não estará, e nenhum bombeiro militar, satisfeita com qualquer proposta que seja apresentada”, comentou Alberisson.
Segundo Alberisson, a polícia não decretou greve ainda em respeito à população.

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