TRANSPORTE PÚBLICO

Coronel da PM e Rodoviários divergem sobre número de assaltos a ônibus

De acordo com o Coronel marinho, a Polícia está fazendo o papel dela no combate aos assaltos. Sindicato dos Rodoviários diz que PM tenta minimizar números

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Publicado em 12/01/2017 às 11:21
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Foto: Arquivo/JC Imagem


Nesta quinta-feira (12), o diretor adjunto da Diretoria Integrada Especializada da Polícia Militar, Coronel Marinho, conversou com a Rádio Jornal sobre as ações da PM na Região Metropolitana do Recife para coibir o número crescente de assaltos a ônibus. Em seguida, o presidente do Sindicato dos Rodoviários Benilson Custódio pediu a palavra para discordar dos dados apresentados pela Polícia.

A voz da Polícia

De acordo com o Coronel Marinho, a Polícia Militar, em parceria com o Grande Recife Consórcio de Transporte e a Polícia Militar, trabalhara em conjunto para formar um grupo de trabalho e monitoramento dos assaltos. Para ele, um dos reflexos foi a melhoria na qualidade das câmeras, além da instalação de botões de rastreamento em alguns ônibus.

A ideia é que os motoristas e cobradores possam ativar o sistema, que aciona a PM durante ou após o assalto. De acordo com o Coronel Marinho, cabe às empresas a implantação dessa tecnologia nos veículos.

O coronel afirma ainda que uma parceria com a Companhia Independente de Policiamento com Cães vai ajudar na fiscalização dos ônibus e terminais integrados. "Esse parte de abordagem nos terminais e ônibus será feita não na parte ostensiva, mas também na prevenção e combate do tráfico de drogas", diz.

Sobre o número de assaltos a ônibus, o Coronel Marinho discorda dos números apresentados pelo Sindicato dos Rodoviários. Para ele, só devem ser levados em conta os assaltos registrados na Polícia.

A voz dos Rodoviários

O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Benilson Custódio, o levantamento feito pela categoria corresponde à realidade. "Muitos passageiros quando perdem um objeto ou até um quantidade em dinheiro, eles não Vão às delegacias". "Se for esperar a quantidade de ônibus que vai à delegacia, nunca vai bater com a realidade e a gente tem que mostrar a realidade".

Durante a entrevista, Benilson aproveita para denunciar que a estrutura de monitoramento é falha. "A quantidade de câmeras que existe dentro dos ônibus não é nem metade da quantidade de ônibus. São 2.800 veículos e não existem nem 1.200 câmeras", afirma.

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