TRANSPORTE

Insegurança e superlotação marcam primeiro dia útil após reajuste

No Terminal Integrado da PE-15, passageiros afirmam que o desconforto é constante e reajuste absurdo. Além do aperto nos ônibus, usuários relatam medo de assalto

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Publicado em 16/01/2017 às 10:21
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Foto: Clarissa Siqueira/Rádio Jornal


Reportagem de Clarissa Siqueira

Nesta segunda-feira (16), primeiro dia útil após reajuste das passagens de ônibus no Grande Recife, a reportagem de Rádio Jornal foi até o terminal da PE-15, em Olinda para saber como os passgeiros estão reagindo aos novos preços. Na última sexta-feira (13), uma assalbleia dos representantes do Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM), que reúne empresários, governo do estado e sociedade civil, decidiu pelo aumento de 14,26%.

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Com o reajuste, o Anel A passou de R$ 2,80 para R$ 3,20, o Anel B salta de R$ 3,85 para R$ 4,40, o Anel D vai de R$ 3,00 para R$ 3,45 e o Anel G passou de R$ 1,80 para R$ 2,10. No Terminal da PE-15, em Olinda, os usuários de ônibus afirmam que, todos os dias, enfrentam um serviço de transporte inseguro e sem qualidade.

Reajuste desmedido

O jovem aprendiz Ítalo Silva afirma que, se o transporte tivesse mais qualidade, ele estaria mais conformado com o valor, que ele já considerava alto antes do reajuste. Para ele, ajustificativa de que os empresários vão renovar a frota de ônibus, também não convence. "Sempre teve essa promeça e nunca melhorou. Teve até um político que disse que ia ser R$ 2,15 e agora está em 3,20", diz.

A secretária Tamise Marques afirma que vai ter que rearrumar as contas pra conseguir pagar as passagens. "Já estava num preço bom pro salário que a gente recebe. Se fosse um aumento pouco, mas foi muito alto esse reajuste", diz.

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