O professor de Relações Internacionais e cientista político Thales Castro disse que o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, é um home que quebra paradigmas. O cientista político comentou que não é possível prever as ações do presidente.
“A gente não tem muita certeza porque Donald Trump nunca teve experiência num cargo eletivo anterior e essa ausência faz com que nós, da ciência política, das relações internacionais, não saibamos com muita certeza como é que essa caixa preta vai se comportar”, explicou o professor.
Conhecido por seus posicionamentos conservadores, o Donald Trump tomou posse como presidente dos Estados Unidos nesta sexta-feira (20). Talhes Castro apontou que a constituição americana é muito impávida e a instituição da Presidência da República é bem maior do que Trump. “A presidência num sistema saudável sempre é maior do que todos aqueles homens e mulheres que passaram por esse cargo”, disse.
Para Thales, a expectativa é de que Donald Trump perceba, nos 100 primeiros dias, o peso da responsabilidade do cargo. “O candidato já percebe que não é mais candidato, que é de fato o presidente, ele sente o peso da caneta, os engessamentos e tudo aquilo que ele propôs não poderá plenamente executar ele vai verificar que muito do que ele propôs não passou de uma mera bravata para conquistar votos”, opinou.
Confira a entrevista na reportagem de Thales Castro:
Segundo o professor, não é mais momento para questionar a legitimidade da vitória de Trump. “O que se discute não é a legitimidade do processo, mas o grau de incerteza e de inabilidade que ele por ventura possa ter no exercício do comando do Salão Oval, na Casa Branca”, contou.
Medo dos imigrantes
A brasileira Ana Oliveira mora nos Estados Unidos desde a década de 90 e tem um escritório em Nova Jersey, estado Norte-Americano, que trata da situação dos imigrantes. Em entrevista à Rádio Jornal, ela mostrou apreensão com a posse de Trump. Confira a entrevista:
O cientista político disse que o medo da população de imigrantes é legítimo, especialmente os que estão no país ilegalmente. “Porque ele [Donald Trump] propusera, quando era candidato, algo em torno de 3 milhões a 11 milhões de deportações sumárias no primeiro momento de presidência dele, para aqueles que estiverem ilegais. Isso nunca acontecera com nenhum presidente americano”, contou.
No entanto, o professor acalma a parcela de imigrantes que já está estabelecida e acredita que não é preciso preocupar.