A Delegacia de Polícia de Roubos e Furtos, do Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri), apresentou nesta segunda-feira (30) a atuação de uma quadrilha apontada por participar de 15 ataques a bancos no Estado, entre novembro de 2015 e dezembro de 2016. Dos três líderes suspeitos, dois foram apresentados, Carlos Roberto da Silva, conhecido como “Baixinho”, capturado com bananas de dinamite em Caruaru, no Agreste pernambucano, e Romildo Pereira da Silva, o “Negão”, em Alcantil, na Paraíba. O terceiro continua foragido.
Durante a investigação, chamada de “Operação Sem Divisas”, três criminosos morreram em troca de tiros com policiais nos municípios de Alcantil e Queimadas, na Paraíba, e em Vertentes, no Agreste pernambucano. Em entrevista à Rádio Jornal, o delegado Paulo Berenguer, explicou a organização da quadrilha. Ouça abaixo na íntegra:
Operação Sem Divisas
As investigações tiveram início há nove meses, a partir de uma investida no município de Macaparana, na Zona da Mata Norte pernambucana, e resultaram na prisão de 16 alvos, em Pernambuco e na Paraíba. Entre os presos pela operação no Estado vizinho, está o vereador mais votado nas últimas eleições municipais, Moisés Marques de Souza, de 36 anos. Se condenados, cada integrante pode pegar penas que chegam até 78 anos por diversos crimes como organização criminosa armada, comércio clandestino de armas de fogo, explosivos, acessórios e munições de uso restrito.
Com os criminosos foram apreendidos extenso arsenal formado por fuzil, submetralhadora, revólveres, pistolas, coletes balísticos, grampos e 49 bananas de dinamite – com as quais seria possível explodir 96 caixas eletrônicos. As armas apreendidas pela Polícia Civil de Pernambuco vão passar por perícia, com o objetivo de identificar a participação em assaltos aos Bancos do Brasil e Bradesco. A polícia também abriu uma investigação para apurar os fornecedores dos artefatos explosivos.