No segundo dia de cadastro dos ambulantes que pretendem trabalhar no Sítio Histórico de Olinda durante o Carnaval 2017, as filas e o tumulto para atendimento no Pátio da Igreja de Nossa Senhora de Guadalupe diminuiram. A reclamação dos comerciantes agora é o aumento em até R$ 450 para instalar barracas ou tabuleiros, em comparação com as taxas do ano passado.
Saiba mais na reportagem de Clarissa Siqueira:
De acordo com os ambulantes que se reuniram com o secretário de Meio Ambiente urbano e Natural, André Botelho, a Prefeitura de Olinda está irredutível. "Não ficou resolvido nada. A gente vai ter que pagar esse valor ou perde a barraca", disse a comerciante Carla Botelho, que precisa pagar uma taxa de R$ 900. "A gente não tem como pagar esse valor de um dia para o outro. Até por que Olinda não tem tudo isso pra gente tirar esse dinheiro em cima", completa.
A ambulante Edvânia Maria diz que não tem como pagar essa taxa e vai acabar aumentando o valor dos produtos que vão ser vendidos no carnaval. "Nós estamos pagando pra trabalhar", diz. "Eu preferia estar empregada. Estou trabalhando nisso por que o desemprego está grande", desabafa.
Jogo de empurra
Os comerciantes prometem realizar protestos se o valor das taxas não for revisto. Por meio de nota, a Prefeitura de Olinda afirmou que o valor cobrado em 2016 estava errado. Ainda de acordo com a nota, a gestão passada permitia que um desconto fosse aplicado sem critério.
Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura de Olinda, o preço praticado está de acordo com o Indice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), que ficou em 7,3%. O valor do metro quadrado é R$ 100,33