ADOÇÃO

Maioria dos pretendentes à adoção ainda prefere recém-nascidos

Preferência acaba aumentando a fila de espera por adoção

Rádio Jornal
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Publicado em 10/02/2017 às 22:47


No quadro Atitude Adotiva desta sexta-feira (03) o comunicador Marcelo Araújo entrevistou a Tatiana Valério, fundadora do Grupo de Estudo e Apoio à Adoção do Vale do Ipojuca (Geadip), sobre uma das principais caudas da demora na fila de espera por uma criança para adoção, assim como da grande quantidade de crianças e jovens órfãos sem pretendentes para adoção. A preferência por recém-nascidos.

Tatiana diz que não é recomendável desestimular os casais que tem esse desejo, mas lamenta que o motivo mais frequente para a adoção é a esterelidade ou a existência de gestações frustradas. "Quando a pessoa pensa assim, o que viria depois do parto são os cuidados de um recém nascido, então as pessoas começam a pensar que só serão pai e mãe se passarem por essa fase".

O trabalho dos grupos de incentivo à adoção acaba sendo também o de desmistificar essa ideia comum, para mostrar que é possível ser pai e mãe de crianças maiores. Ouça a seguir a entrevista completa: