
Um motorista de ônibus teve uma chave de fenda cravada nas costas durante uma suposta tentativa de assalto em Olinda, na Região Metropolitana do Recife, na tarde desta quinta-feira (23).
O crime aconteceu na Avenida Ministro Marcos Freire, em frente ao Fortim do Queijo, em Olinda, na Região Metropolitana do Recife, no início da tarde desta quinta-feira (23). O motorista, identificado como Josinaldo Dutra da Silva, de 52 anos, foi atingido nas costas por uma chave de fenda.
A violência foi cometida após que o pneu do ônibus que Josinaldo dirigia ter murchado. O motorista parou o coletivo e foi abordado por dois suspeitos. Eles levaram a renda do veículo e, como o trabalhador não tinha dinheiro próprio na hora, foi ferido com a chave de fenda.
Os detalhes no flash de Erick França:
Genildo Pereira, que é do Sindicato dos Rodoviários de Pernambuco, falou sobre o estado de saúde do motorista. “Ele está no Hospital Miguel Arraes. A priori teve os primeiros socorros no (Hospital) Tricentenário e daqui ele foi transferido”, contou. “Isso mostra a falta de investimento e de comprometimento do governo com a segurança pública”, reclamou Genildo.
O motorista ferido com uma chave de fenda pilotava o ônibus que fazia a linha Rio Doce/ Sítio Novo. O veículo foi levado para a garagem após o ocorrido.
Número de assaltos a ônibus é criticado
O representante do sindicato ainda critica os altos índices de assaltos. “Os números não mentem. 594 assaltos é um número muito alto, onde o transporte público, os operadores e os usuários estão pedindo por socorro”, lamentou.
Sobre a retirada de cobradores dos coletivos como forma de diminuir os assaltos, Genildo é enfático. “Não é tirando trabalhador rodoviário que vai resolver a questão. Para resolver é investimento e condições de trabalho”, apontou Genildo. “Disse que se tirar o atrativo do coletivo, que é a receita, vai resolver a questão (...) Mas tem os usuários que estão lá dentro, pagando e comprando esse produto, que é de péssima qualidade”, disparou.
Ônibus no carnaval
Segundo Genildo Pereira, se não houver condições de segurança para os trabalhadores e para a população, existe a possibilidade de os profissionais pararem. “Se não tiver segurança, não tem condições do transporte rodar. Se não há segurança para o operador e nem para o usuário do transporte infelizmente não tem como o transporte estar em operação”, disse.