VIOLÊNCIA

Motorista de ônibus tem chave de fenda cravada nas costas, em Olinda

Segundo integrante do Sindicato dos Rodoviários de Pernambuco, motorista foi ferido com chave de fenda em tentativa de assalto

Rádio Jornal
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Publicado em 23/02/2017 às 15:04

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Um motorista de ônibus teve uma chave de fenda cravada nas costas durante uma suposta tentativa de assalto em Olinda, na Região Metropolitana do Recife, na tarde desta quinta-feira (23).

O crime aconteceu na Avenida Ministro Marcos Freire, em frente ao Fortim do Queijo, em Olinda, na Região Metropolitana do Recife, no início da tarde desta quinta-feira (23). O motorista, identificado como Josinaldo Dutra da Silva, de 52 anos, foi atingido nas costas por uma chave de fenda.

A violência foi cometida após que o pneu do ônibus que Josinaldo dirigia ter murchado. O motorista parou o coletivo e foi abordado por dois suspeitos. Eles levaram a renda do veículo e, como o trabalhador não tinha dinheiro próprio na hora, foi ferido com a chave de fenda.

Os detalhes no flash de Erick França:

Genildo Pereira, que é do Sindicato dos Rodoviários de Pernambuco, falou sobre o estado de saúde do motorista. “Ele está no Hospital Miguel Arraes. A priori teve os primeiros socorros no (Hospital) Tricentenário e daqui ele foi transferido”, contou. “Isso mostra a falta de investimento e de comprometimento do governo com a segurança pública”, reclamou Genildo.

O motorista ferido com uma chave de fenda pilotava o ônibus que fazia a linha Rio Doce/ Sítio Novo. O veículo foi levado para a garagem após o ocorrido.

Número de assaltos a ônibus é criticado

O representante do sindicato ainda critica os altos índices de assaltos. “Os números não mentem. 594 assaltos é um número muito alto, onde o transporte público, os operadores e os usuários estão pedindo por socorro”, lamentou.

Sobre a retirada de cobradores dos coletivos como forma de diminuir os assaltos, Genildo é enfático. “Não é tirando trabalhador rodoviário que vai resolver a questão. Para resolver é investimento e condições de trabalho”, apontou Genildo. “Disse que se tirar o atrativo do coletivo, que é a receita, vai resolver a questão (...) Mas tem os usuários que estão lá dentro, pagando e comprando esse produto, que é de péssima qualidade”, disparou.

Ônibus no carnaval

Segundo Genildo Pereira, se não houver condições de segurança para os trabalhadores e para a população, existe a possibilidade de os profissionais pararem. “Se não tiver segurança, não tem condições do transporte rodar. Se não há segurança para o operador e nem para o usuário do transporte infelizmente não tem como o transporte estar em operação”, disse.