CARNAVAL

Após café reforçado com Munguzá, foliões festejam o Bacalhau do Batata

Em Olinda, quarta-feira de cinzas é coroada com Munguzá de Zuza Miranda e Taís seguido pelo clássico Bacalhau do Batata, que completa 55 anos

Rádio Jornal
Rádio Jornal
Publicado em 01/03/2017 às 11:38

Imagem

No Alto da Sé, em Olinda, esta manhã de quarta-feira de Cinzas (1º) é toda de despedida, mas também de encher a barriga e manter a tradição. Em uma só manhã o famoso Bacalhau do Batata e para reforçar, antes da saída do bloco, o também já tradicional Munguzá de Zuza Miranda e Taís. O repórter Erick França, da Rádio Jornal, acompanhou a folia.

Tradição que se renova

Completando 55 carnavais em 2017, o Bacalhau do Batata teve um percurso menor e não passa pelo Largo do Amparo. A presidente da agremiação é Fátima Araújo, sobrinha do fundador do Bacalhau, Isaías Pereira da Silva (o eterno Batata), quando a brincadeira começou em 1962. A diretora e porta-estandarte da agremiação, Zezé Neves,fala da satisfação em levar o estandarte, que pesa 20 quilos: "O segredo do preparo da bacalhoada é o amor. Quando chega o carnaval vou embora e não sinto nada, o estandarte tem que chegar inteiro no final e eu não posso deixar ninguém encostar", comentou.

Antes do Bacalhau, Munguzá

Imagem

Espécie de prévia do Bacalhau do Batata, o Munguzá de Zuza Miranda e Taís alimenta os foliões no Alto da Sé há 22 anos. São mais de dois mil litros de munguzá e foram utilizados mais de 20 quilos de milho na receita. O repórter Erick França provou e gostou do munguzá e falou com foliões que se recusavam a deixar de brincar de carnaval.