Atualizada em 03/03 às 9h55

O comandante da Polícia Militar, coronel Vanildo Maranhão, confirmou que seis suspeitos de assaltos a agências bancárias do Cabo de Santo Agostinho na madrugada desta quinta-feira (2) foram mortos. As mortes aconteceram após troca de tiros com a Polícia Militar. Nenhum policial ficou ferido. Os suspeitos, segundo a polícia, são de Pernambuco, Acre, Alagoas e do Rio Grande do Norte.
Inicialmente, havia a confirmação de cinco mortos. Mas o sexto suspeito morreu no Hospital Dom Helder Câmara, para onde havia sido transferido após ser baleado. Para atender a ocorrência no Cabo de Santo Agostinho foram utilizados viaturas e helicópteros para localizar o grupo.
Foram apreendidos com os suspeitos da investida três fuzis, seis pistolas, muitas munições, carregadores, explosivos, dois veículos que foram utilizados na fuga e abandonados no canavial, uma escopeta de repetição, submetralhadora de fabricação israelense, dois revólveres e seis coletes balísticos da Polícia Civil de Alagoas e do Rio Grande do Norte.
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De acordo com o comandante Vanildo Maranhão, três homens se renderam imediatamente com a chegada da polícia. Eles estavam armados, mas não enfrentaram a polícia. Quatro suspeitos fugiram pelo matagal e acabaram morrendo após confronto. E outros dois suspeitos, em outro ponto das diligências, morreram após mais confrontos com a PM. E no fim da tarde, por volta das 17h uma equipe do Gati conseguiu prender dentro do canavial o suspeito Gustavo Luiz do Nascimento, de 34 Anos. Ele é ex-presidiário e estava com uma espingarda calibre 12 com 7 munições intactas.
Confira os detalhes na coletiva:
Polícia Civil
O chefe da Polícia Civil, Joselito Kehrler, garantiu que os suspeitos não tiveram acesso aos cofres das agências do Cabo de Santo Agostinho. “Eles apenas explodiram a tesouraria de ambos”, disse.
Os suspeitos vão responder pelos crimes de organização criminosa, tentativa de homicídio, incêndio, dano qualificado (uso de arma de fogo, concurso de pessoas e restrição da liberdade, por terem feito três reféns). Somados todos os crimes, eles podem pegar 68 anos de prisão para cada agência atacada, no caso, 136 anos, para cada suspeito.
Os reféns ficaram feridos e estão hospitalizados. “Foram boleados porque na troca de tiros, os assaltantes feriram os reféns, que no caso foram os escudos. Se a Polícia Militar tivesse agido da forma errada os reféns não estariam vivos”, disse. Os reféns passam bem.
Ação da Polícia Científica
A diretora da Polícia Científica, Sandra Santos, disse que foram periciadas agências assaltadas, os veículos utilizados pelos suspeitos e os locais das morres. “Nós temos inúmeros vestígios desta ocorrência que estão sendo analisados, especialmente, vestígios de DNA e de balística, e que serão confrontadas com outras ocorrências do tipo, como a que aconteceu na empresa Brinks”, destacou a diretora.