
Eram 3h da madrugada desta quinta-feira (2), quando um grupo de homens encapuzados e fortemente armados chegou no centro do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, para explodir as agências do Banco do Brasil e Itaú.
Uma agência da Caixa Econômica que fica a 100 metros do local das explosões, também teve os vidros destruídos. E nos prédios da guarda municipal e da Delegacia do Cabo vários disparos de arma de fogo mostravam o potencial bélico dos criminosos. A polícia vai apresentar na tarde desta quinta-feira (2), no Quartel do Derby, o balanço da operação.
O perito do Instituto de Criminalística, Antônio Arruda, avaliou os estragos nos estabelecimentos. “Foi uma destruição muito intensa porque eles colocaram muitos explosivos então as estruturas ficaram danificadas”, disse. “Com relação a dinheiro, levaram muito pouca coisa”, destacou.
Um dos reféns, um vigilante, revelou que foi obrigado a pegar o dinheiro para quadrilha.
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Na fuga, os reféns utilizados como escudo humano foram obrigados a espalhar grampos na BR-101. Na altura de Moreno, numa área de canavial, receberam a liberação e com um carro deixado pelos criminosos procuraram ajuda da Polícia Militar.
Nesta mesma localidade, homens de vários Batalhões da Polícia Militar, policiais civis e a Polícia Rodoviária Federal através da base de operações aéreas agiram de forma conjunta no enfrentamento ao grupo.
O repórter Rafael Carneiro tem os detalhes:
Suspeitos mortos e presos
Pelo menos cinco suspeitos foram mortos e três suspeitos presos estão sendo ouvidos no Depatri. Uma submetralhadora, dois fuzis e uma pistola estão entre os materiais apreendidos.
Durante a investida, três moradores do Cabo de Santo Agostinho ficaram feridos por disparos de arma de fogo e passam bem depois de serem atendidos no Hospital Dom Helder.