
Na semana em que mais se debateu a Transposição do Rio São Francisco, o presidente da Compesa, Roberto Tavares, declarou na manhã desta sexta-feira (17) que não está nos interesses do Governo do Estado privatizar a companhia e que é preciso muito esforço para fazer as águas da Transposição chegarem a todos. O presidente foi entrevistado durante o programa "Passando a Limpo", da Rádio Jornal.
TRANSPOSIÇÃO
Para Roberto Tavares, o momento de conslusão do eixo leste da transposição é uma notícia boa, mas que provoca "frustração" pela demora: "ficamos felizes pela conclusão, mas frustrados por termos licitado tudo, fizemos tudo certo, mas lamentamos por não estar tudo pronto", afirmou. O presidente da companhia ainda falou sobre o andamento de obras importantes, como a Adutora do Agreste a Adutora do Moxotó.
De acordo com Tavares, "precisamos de grande mobilização para que a água da transposição chegue na torneira dos pernambucanos. O Ramal do Agreste será uma realidade para daqui a quatro anos", declarou. O presidente ainda falou sobre a ideia de enviar água da transposição para a cidade de Custódia, no sertão.
PLANOS PARA O FUTURO
Quando perguntado sobre quem vai ficar responsável pela manutenção da transposição, Roberto Tavares afirma que é a Codevasf: "A Codevasf vai precisar passar por uma reestruração e a iniciativa privada pode ser acionada", declarou.
Já sobre a possibilidade de conceder a Compesa à iniciatia privada, o presidente da companhia foi incisivo: "A Compesa não será privatizada. Isso não é visto uma boa alternativa pelo governador", disse.