NEGLIGÊNCIA

"Os culpados vão ter que pagar", diz marido de mulher morta após parto

Família acusa a unidade onde Déborah Laíse fez o parto cesáreo de erro médico. A vítima morreu após sofre uma infecção generalizada pós-parto

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Publicado em 10/04/2017 às 17:38
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Deve sair em 30 dias o laudo que vai apontar se houve ou não erro médico durante a cesariana de Déborah Laíse Alves Pereira, de 28 anos, que morreu na manhã do último sábado (8), em decorrência de uma infecção generalizada pós-parto.

O corpo de Déborah foi periciado no Instituto de Medicina Legal (IML) do Recife e enterrado nesse domingo (9), no Cemitério Parque das Flores, em Tejipió, na Zona Oeste da cidade.

A família da professora acusa o plano de saúde Hapvida e Hospital Vasco Lucena de negligência médica durante a cesariana. Emocionado ao falar da esposa, Genival Júnior lembra dos dias difíceis de Déborah no hospital. “A tomografia foi solicitada de 11h e minha esposa só fez às 17h e em outro hospital, porque na unidade que ela estava não tinha. O resultado só saiu por volta das 22h”, contou o marido.

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Segundo Genival, a médica que atendeu Déborah notou que tinha muito líquido no estômago dela e a encaminhou para uma cirurgia. “Terminando a cirurgia a médica informou que tinha sido um sucesso, que estava tudo bem com ela e pela manhã minha esposa faleceu”, detalhou o marido, aos prantos.

A denúncia de negligência médica foi formalizada na Central de Plantões da Delegacia de Joana Bezerra. A família quer justiça. Déborah deixou marido, e três filhos. "Que os culpados sejam pagos", disse o marido de Déborah.

Confira os detalhes na reportagem de Jéssica Lima:

Hospital apura denúncia

Por meio de nota, a direção do Hospital Vasco Lucena lamentou a morte da professora e disse que já está apurando o caso. O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) afirmou que abriu sindicância para investigar o que aconteceu.

Confira a nota completa:

Lamentamos a perda de Déborah Alves e nos solidarizamos com a dor imensurável da família. Somos uma instituição que trabalha, continuamente, para salvar vidas. Por isso, dispomos de todos os recursos técnicos e humanos para promover a vida e a saúde. Nenhum procedimento foi negado e foi disponibilizado tudo que foi solicitado.

Todos os profissionais médicos, que acompanharam Débora, tinham a formação adequada, eram qualificados e experientes para atendê-la, em todos os momentos. A empresa já está apurando, com toda seriedade e atenção, todos os procedimentos médicos adotados. Se identificadas falhas, as medidas necessárias serão tomadas.

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