TRANSPORTE PÚBLICO

Sindicato dos Rodoviários quer demissões suspensas na empresa Caxangá

Categoria paralisa a circulação de ônibus da empresa Caxangá desde a manhã de ontem. Ao todo, 54 linhas foram afetadas

Rádio Jornal
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Publicado em 11/04/2017 às 10:56
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No Terminal Integrado do Xambá, que fica no bairro de Peixinhos, em Olinda, passageiros esperam ansiosamente por um ônibus que não chega. Das 1.787 viagens previstas para serem realizadas em 19 linhas neste terça-feira (11), nenhuma delas foi realizada. Ao todo, 54 linhas estão prejudicadas.

Este já é o segundo dia de paralisação de motoristas, cobradores e fiscais da Rodoviária Caxangá. A empresa opera principalmente em Olinda e na Zona Norte do Recife e atende cerca de 240 mil pessoas por dia.

» Rodoviários da Caxangá paralisam ônibus em protesto contra demissões

Nesta manhã, 15 dos 590 ônibus da Rodoviária Caxangá saíram da garagem, mas não realizaram viagens por temer depredações. A passageira Maria Elizabeth afirma que, na integração, os ônibus entram e saem vazios. "Eles estão sendo apredrejados, por isso não estão mais seguindo nosso destino", disse. "Está sendo muito difícil desde ontem", completa.

Quem tem a possibilidade de optar por outra condução, está se submetendo aos preços cobrados por mototaxistas ou ao transporte clandestino de kombis e transporte particular.

Sem acordo

Os rodoviários protestam contra a demissão de pelo menos 30 cobradores desde o começo do ano. Eles afirmam que o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Benilson Custódio, está sendo conivente com as demissões. O representante da categoria sedefende e afirma que uma audiência de urgência foi marcada com a empresa no Ministério do Trabalho, que fica no bairro do Espinheiro, entre os funcionários e a Caxangá.

Uma determinação da Justiça do Trabalho de Olinda, proferida pelo juiz Roberto de Freire Bastos, orienta o retorno imediato de 30% do efetivo de ônibus para as ruas. Benilson não garante o retorno da categoria ao trabalho e afirma que essa é uma decisão soberana da classe. "O Sindicato está fazendo a parte dele representando o trabalhador. Tentamos cumprir esses 30%, a categoria não quer atender, tudo bem", diz. "Provocamos uma reunião de urgência, mas é preciso que o trabalhador também compareça lá para falar sua indignação", completa.

O Sindicato pede que os dias parados não sejam descontados e as demissões sejam suspensas. A categoria quer ainda que um gerente da empresa seja retirado das negociações.

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