ENTREVISTA

Ministro investigado diz que País anda em ritmo mais lento com delação

O ministro das Cidades, Bruno Araújo, afirmou que deleção é desconfortável para o Governo e tira foco do País

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Publicado em 12/04/2017 às 12:18
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, autorizou investigação contra o ministro das Cidades, Bruno Araújo. Ele é alvo de inquérito da Operação Lava Jato e suspeito de ter recebido R$ 600 mil da Odebrecht. “Essa madrugada meus advogados tiveram acesso não só aos autos, mas a todos os depoimentos”, afirma Araújo.

O ministro das Cidades diz esperar que a população também tenha acesso aos depoimentos para que possa formar sua opinião sobre o assunto. Ele, que está em Lisboa, falou com a Rádio Jornal por telefone. Ouça a entrevista completa:

Governo Federal

Para o ministro Bruno Araújo a delação é desconfortável para o Governo Federal. De acordo com ele, a situação não tira só o foco do Planalto, tira o foco do país e faz com que as coisas andem mais lentas.

Pernambuco

Entre os investigados, nove são representantes de Pernambuco. Cinco deles serão investigados pelo Supremo. São eles os deputados federais Jarbas Vasconcelos (PMDB), Heberte Lamarck Gomes da Silva, conhecido como Betinho Gomes (PSDB), os senadores Humberto Costa (PT) e Fernando Bezerra Coelho (PSB), além do ministro Bruno Araújo (PSDB).

O ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho, José Ivaldo Gomes (Vado da Farmácia), e o ex-deputado Paulo Rubem Santiago (ex-PDT, atual PSOL) também são citados, mas serão investigados na primeira instância por não terem foro privilegiado. Saiba mais na reportagem de Romoaldo de Souza:

O secretário de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco, Pedro Eurico, e o ex-deputado federal José Chaves também foram citados no documento. Eles são investigados em desdobramentos que envolvem processo como o da Operação Flair Play.

Em nota, ex-deputado José Chaves negou o recebimento de recursos não contabilizados em sua campanha. "Todas as contribuições respeitaram a legislação e foram devidamente aprovadas pela justiça eleitoral. O empresário reforça que está à disposição das autoridades para qualquer esclarecimento que se julgue necessário", diz o texto.

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