VIOLÊNCIA

Motoqueiros suspeitos de matar agente penitenciário são presos

O agente penitenciário Charles de Souza Santos, 41, foi morto em janeiro deste ano, por um grupo de motoqueiros em um bar de Afogados da Ingazeira

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Publicado em 27/04/2017 às 14:35
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Seis pessoas foram indiciadas pela morte do agente penitenciário Charles de Souza Santos, de 41 anos. Ele participava de um encontro de motociclistas em janeiro deste ano, em Afogados da Ingazeira, no Sertão de Pernambuco, e, de acordo com a o delegado Germano Ademir, as agressões iniciaram quando a vítima tentou acessar o banheiro de um bar em que estavam cerca de 50 motociclistas.

As imagens das câmeras de segurança do bar, mostram o agente penitenciário tentando acessar o sanitário e as agressões . “A vítima, pelas imagens, percebe-se que tenta argumentar para entrar. Porém, Bochecha, não permite. Na sequência, outros integrantes do grupo motociclista começam a chegar, discutir com a vítima, ocasião em que a vítima sofre o primeiro soco por Bochecha”, detalhou o delegado, relatando ainda a sequência de agressões.

Nas perícias realizadas no banheiro do estabelecimento, os peritos encontraram resquícios de cocaína. Nas imagens do circuito de câmeras, os investigadores chegaram a Rafael Almeida de Azevedo Maia, Bochecha, preso em Peixinhos, em Olinda, e Cleber Alberto Pinto, ex-pm no Rio Grande do Sul, já preso no Cotel por sequestro são apontados por terem efetuado o disparo de arma de fogo que atingiu a perna do agente penitenciário

O terceiro preso, este no Recife, saía de um curso de gastronomia. Alexander Hdridaynanda. O Russo, como é conhecido, foi encaminhado para o Cotel. Três pessoas alvos dos mandados de prisão preventivas expedidos na Operação Duas Rodas estão foragidas.

Confira os detalhes na reportagem de Rafael Carneiro:

Policiais denunciados pelo Ministério Público

No momento em que o crime ocorreu o delegado de Arcoverde, Renato Gaião, e um tenente do 9º Batalhão de Polícia Militar de Garanhuns, integrantes de grupos de motociclista, estavam no estabelecimento e foram ouvidos espontaneamente pelo ocorrido e no fechamento do inquérito ficaram de fora das investigações, já que contribuíram com o trabalho policial.

Apesar de não participarem da confusão, como explicou o delegado Germano Ademir, o MPPE, denunciou os agentes de segurança.

Em nota, o Ministério Público informou que o juiz de Afogados da Ingazeira decretou sigilo do processo e que nenhuma informação será repassada.

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