PROTESTO

ONG doa quentinhas contra auxílio alimentação de vereadores do Recife

Objetivo do ato foi mostrar a quantidade de refeições que poderiam ser compradas com o valor do auxílio alimentação dos parlamentares

Rádio Jornal
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Publicado em 09/05/2017 às 15:30
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Para protestar contra o valor do auxílio alimentação que os vereadores do Recife recebem mensalmente, representantes da Organização Não Governamental (ONG) Meu Recife distribuíram, nesta terça feira (9), centenas de quentinhas com almoço para moradores em situação de rua do centro da cidade.

A ação teve como objetivo simbolizar a quantidade de refeições populares que poderiam ser compradas com o auxílio alimentação de apenas um parlamentar, como explicou Isabel Albuquerque, coordenadora da ONG. Foram distribuídas 100 quentinhas, compradas apenas com o dinheiro dos organizadores.

Durante a manhã, integrantes da organização foram até a Câmara dos Vereadores do Recife convidar cada vereador para participar da entrega das refeições, mas nenhum deles estava na casa. Ainda segundo os representantes da ONG, todos os 39 políticos foram informados um dia antes sobre a realização do ato.

Confira os detalhes na reportagem de Juliana Oliveira:

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Cada vereador do Recife recebe R$ 3.095 em auxílio alimentação o que representa 300 refeições populares mensalmente. O vereador Jairo Britto, do Partido dos Trabalhadores, justifica que o auxílio alimentação de cada parlamentar é dividido com o assistente.

A decisão de realizar o protesto foi tomada logo após a revogação do aumento do benefício que aumentaria o valor atual do auxílio em mais de R$ 1 mil mensal para cada parlamentar.

Relembre

Após uma repercussão bastante negativa, a Comissão Executiva da Câmara Municipal do Recife decidiu revogar o aumento no auxílio alimentação dado aos vereadores do Recife, na última sexta-feira (5), uma semana após o benefício ter sofrido o reajuste.

A decisão havia sido publicada na Diário Oficial do Recife no dia 29 de abril. O benefício dos parlamentares havia sido reajustado de R$ 3.000 para R$ 4.595, ou seja, um aumento de 53,10%.

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