OPERAÇÃO PANATENAICO

Prisão de assessor de Michel Temer intensifica crise no governo

Assim que soube da prisão de Tadeu Filippi (PMDB), Michel Temer demitiu imediatamente seu assessor

Rádio Jornal
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Publicado em 23/05/2017 às 15:17

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A Polícia Federal prendeu dois ex-governadores do Distrito Federal, José Roberto Arruda (PR) e Agnelo Queiroz (PT), e o ex-vice-governador, Tadeu Filippi (PMDB), que é o atual assessor do presidente Michel Temer. Eles são alvos de uma operação que investiga um esquema de corrupção na reforma do Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília.

As investigações apontam ainda que o deputado federal Rogério Rosso, aquele mesmo que foi relator do impeachment de Dilma Rousseff, também recebeu dinheiro desviado das obras.

A operação, batizada de Panatenaico, é baseada em delação premiada de executivos da Andrade Gutierrez sobre um esquema de corrupção na reforma do Mané Garrincha. A Polícia Federal diz que as obras podem ter sido superfaturadas em cerca de R$ 900 milhões. A construção do estádio estava orçada em R$ 600 milhões, mas na verdade custou R$ 1,5 bilhão.

A operação Panatenaico atinge em cheio também o palácio do planalto, já que Tadeu Fillippi era assessor especial de Michel Temer. Quando soube que ele foi preso, Temer fez questão de demiti-lo. É o terceiro assessor especial do presidente envolvido em escândalo de corrupção nos últimos seis meses. Temos um palácio do planalto recheado de figuras suspeitas.

Confira os detalhes na reportagem de Romoaldo de Souza:

O estádio

O Mané Garrincha foi um dos 12 estádios construídos para a Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014. Erguido no principal corredor viário da capital federal, o estádio é um elefante branco construído em uma cidade que não tem tradição no futebol e eventualmente recebe jogos de equipes do Rio de Janeiro e de São Paulo, além de shows de artistas.