JUSTIÇA

Julgamento de estrangeiros acusados de matar engenheiro é adiado

O caso aconteceu em fevereiro de 2008 e o engenheiro Alisson Pereira foi morto pelos proprietários do Bar Bamboo, um austríaco e um alemão

Rádio Jornal
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Publicado em 31/07/2017 às 15:26
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Em mais uma oportunidade, a família do engenheiro de Alisson Pereira, 27 anos, saiu do Fórum Thomaz de Aquino, na área central do Recife, nesta segunda-feira (31) sem um resultado. Em fevereiro de 2008, o engenheiro se envolveu em uma confusão com o proprietário do estabelecimento do Bar Bamboo, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, o austríaco Alfred Harpner e o gerente, o alemão Hans Hermans.

Nesta segunda-feira, ocorreu 11ª tentativa de júri popular na 4ª Vara do Tribunal do Júri do Recife, marcada por mais pedido de adiamento por parte da defesa e discussão com a representante do Ministério Público. A mãe do engenheiro assassinado, Luiza Lucia Muniz, questiona a demora. "Só sendo mãe para saber, porque é muito difícil a demora (...) Agora eu pergunto a você: se fosse meu filho que tivesse tirado a vida dele na Alemanha onde é que ele estava?", desabafou.

Confira os detalhes na reportagem de Rafael Carneiro:

Acusação contra réus

De acordo com a promotora do Ministério Público de Pernambuco, os dois réus são suspeitos de comandaram um esquema de prostituição no estabelecimento que funcionava sem alvará. Sobre a materialidade do crime contra o engenheiro, não resta dúvida para a promotora Rosimeri Souto Maior.

Ainda na manhã desta segunda-feira (31), a defesa, comandada pelo advogado André Henrique Gomes da Fonseca, se retirou da sessão obrigando o juiz Albérides Nicéas de Albuquerque, a adiar o júri com data a ser marcada por um novo juiz.

Luta corporal

Segundo testemunhas, Alisson teria se descontrolado e tentado entrar no banheiro feminino do estabelecimento, quando foi
contido por Hans e Alfred. O engenheiro teria levado uma “gravata” que quebrou seu pescoço. Funcionários alegaram que ele teria morrido ao cair, durante a briga, e bater com a cabeça no chão.

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